domingo, 12 de março de 2017

Carta a você que nunca lerá

Sabe, toda vez que penso em você, os momentos que me vem a cabeça são os de amor.
Vem sempre aquela primeira vez em que você me disse estar apaixonada, quando a luz azul dá televisão contornava seu corpo nu de forma que eu mal consigo descrever. Depois, lembro do seu sorriso quando cheguei de surpresa pra te ter mais uma vez, por mais um fim de semana, pelo medo de você ir embora e eu nunca mais saber de você. E todos os momentos, os sorrisos, os deleites dos dias juntas, os passeios, a vidinha de casadas que treinamos em algumas vezes. E é por isso, meu amor (vou sempre te chamar assim), que a dor de não ter você é tão grande. É porque eu acabo me esquecendo do dia em que você me disse que não conseguia mais. Eu acabo me esquecendo dos seus olhos indo embora na última vez em que nos vimos. Eu acabo me esquecendo do que foi dolorido. Porque o que vivemos foi tão lindo que eu não espero nunca ter algo parecido.
E, na verdade, eu já me conformei que sou sozinha nessa vida. Depois de você, eu sei que não me reergo com mais ninguém. Que não me abro pra mais ninguém. Que não quero mais ninguém.

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