quarta-feira, 22 de março de 2017

A leveza de ouvir sua voz.
A leveza de te saber.
Agora sinto o ano começando, leve.
E ainda te amando, todos os dias.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Eu sonhei com você.
No sonho, você me chamava de amor e em seguida, como se tivesse se arrependido, soltava aquele "foda-se" baixinho tão típico seu. Mas daí você me abraçava e tínhamos alguns minutos de paz ali, só nós duas, só nossas respirações que iam aos poucos ganhando o mesmo ritmo.
Depois nos sentamos e conseguimos conversar. Nossas mãos se tocaram, nossos olhos se olharam, nos perdoamos e conseguimos seguir.
O abraço me fez acordar na madrugada, sentido como se você estivesse aqui ao meu lado, sorrindo e mostrando pro mundo o sorriso mais lindo.
Eu continuo a te amar. Não apenas em sonho.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Oi, tudo bem?
Bem, como você não me responde nunca, estou escrevendo aqui mesmo. Talvez você nem leia, mas ao menos eu não fico com a sensação de que uma hora você irá responder.
Sabe, eu não entendo muita coisa de como viemos parar onde estamos. Sabe, eu sei que você diz que não sou eu o problema, mas eu estou me sentindo um problema enorme no mundo desde que você não fala mais comigo. Eu não enxergo onde foi que você achou que eu não sou mais digna de uma resposta sequer. Onde foi que eu não posso ou não tenho o direito de uma simples resposta a uma mensagem boba
Fomos tão amigas, tão parceiras, tão amantes que eu realmente me perdi em qual momento eu errei. Onde foi que eu comecei a merecer a sua indiferença.
Me dói, todos os dias.
Me doem todos os órgãos.
Me dói toda uma vida.
E eu sigo amando você e sigo com dor, não entendendo em que momento todo aquele amor se transformou nesse ódio seu por mim
Eu sinto muito. Sempre sentirei.
Ainda te chamo de "meu amor" em pensamento. Ainda visito você nas noites pra desejar bons sonhos.
Ainda estou aqui, a esperar alguma resposta.
Um beijo.

domingo, 12 de março de 2017

Carta a você que nunca lerá

Sabe, toda vez que penso em você, os momentos que me vem a cabeça são os de amor.
Vem sempre aquela primeira vez em que você me disse estar apaixonada, quando a luz azul dá televisão contornava seu corpo nu de forma que eu mal consigo descrever. Depois, lembro do seu sorriso quando cheguei de surpresa pra te ter mais uma vez, por mais um fim de semana, pelo medo de você ir embora e eu nunca mais saber de você. E todos os momentos, os sorrisos, os deleites dos dias juntas, os passeios, a vidinha de casadas que treinamos em algumas vezes. E é por isso, meu amor (vou sempre te chamar assim), que a dor de não ter você é tão grande. É porque eu acabo me esquecendo do dia em que você me disse que não conseguia mais. Eu acabo me esquecendo dos seus olhos indo embora na última vez em que nos vimos. Eu acabo me esquecendo do que foi dolorido. Porque o que vivemos foi tão lindo que eu não espero nunca ter algo parecido.
E, na verdade, eu já me conformei que sou sozinha nessa vida. Depois de você, eu sei que não me reergo com mais ninguém. Que não me abro pra mais ninguém. Que não quero mais ninguém.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Em 2016, apesar do ano merda pro mundo, eu fui muito feliz. De fevereiro a dezembro meu ano foi incrível, assustadoramente incrível.
Acho que 2017 veio pra eu pagar por isso. Eu não posso ser feliz. Então, cá estou eu chorando todos os dias desde o primeiro dia desse ano.
Eu não nasci pra ser feliz. Eu não mereço ser feliz.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Em algum lugar, no meio de uma rua de Botafogo, nosso beijo ainda está gravado. Em algum lugar além da minha memória, o momento em que você me tomou nos braços e nossas mãos se enlaçaram ainda faz algum sentido. No meio de todo o glitter e caos, no meio desses mais de 365 dias, alguém em algum lugar ainda se lembra do que fomos. Nosso amor ainda está pelos ares do Arpoador e da Aclimação. Os meus pés ainda se viram no momento em que você vai embora na rodoviária. Os meus lábios ainda te roubam um beijo no aeroporto.
E o amor nascido em Botafogo ainda faz algum sentido. Em algum lugar.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Desisto de fugir da saudade e deixo que ela me tome.
Corpo, alma, mente, emoção.
Tudo em mim é saudade.
Da tua respiração em minha nuca às tuas palavras em meus ouvidos.
Tudo que sou hoje é saudade.
Essa palavra que mal tem tradução e muito menos alguma explicação qualquer.
Busco em meu vocabulário algo que possa representar isso de outra maneira, alguma palavra que possa dizer mais que isso.
Mas sou feita de saudade e silêncio. Sou feita da tua falta no meu dia a dia. Sou feita das lembranças e do amor que guardo aqui só pra você.
O dia que quiser. Se quiser. Sou tua. Estou tua. Serei pra sempre tua. Eu e essa saudade.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Eu sei que vai passar. Eu sei. Mas não hoje, não agora.
Então... Então eu só quero me dar o direito de chorar. De soluçar. De me engasgar com minhas lágrimas e de olhar pra trás e ver o amor da minha vida se dissolvendo.
Eu quero me dar o direito de reler as conversas todas, de todos os meios, reler todos os e-mails, revirar as 350 fotos dos vestidos escolhidos pra o nosso dia e morrer de dor de saber que não vai acontecer. Eu quero mergulhar nesse luto que é todo meu e quero sair dele inteira. Disposta a viver.
Eu realmente ainda não sei o que fazer da vida sem aqueles olhos lá no fim de toda essa bagunça... Talvez esse era meu maior (ou talvez fosse o único) incentivo pra seguir. Aquele olhar que sorria ao me ver. Aquele olhar que me carinhava só de olhar dentro dos meus olhos. Mesmo que fosse através de uma tela.


Talvez nem ela saiba o quanto de amor eu ainda sinto. Talvez ela nunca queira saber o quanto de amor ela despertou aqui dentro. Talvez... Talvez eu guarde meu coração bem guardado esperando o dia da volta. Ou o dia que nunca mais volte.
Eu teria congelado o mundo naquele minuto em que sua língua finalmente encontrou a minha. Eu me lembro do gosto da sua boca que grudada na minha, me fez acreditar que isso sim é amor.
Eu pararia todas as horas naquele exato instante, quando seus braços seguraram minha cintura e sua mão passeou pelas minhas costas.
Eu não sei como eu ainda sigo sem essas sensações no meu dia a dia. Nada do que sou hoje tem muito mais do que saudade. A saudade do seu sorriso (e você sabe o quanto fica linda quando sorri?) é algo que me tira do eixo. No meio do dia, a imagem dos seus olhos sorrindo em mim me traz aquela sensação de dor-amor na garganta que me faz desabar.
Eu te amo e eu não sei mais como fazer pra seguir sem você. Eu sigo. Por osmose. Apenas deixando você ciente de que meu peito é seu palco. Quando quiser, vem. Dança em mim. Eu te deixo.