terça-feira, 2 de agosto de 2016

E nada, nada nunca mais foi igual desde aquele 28 de março.

Na boca, restou o gosto doce e delicado dos beijos tão intensamente trocados por dias e horas seguidas. Restou aquele tanto de sorriso de canto de boca de lembrar-me nas suas mãos, dedos, língua, pelos, poros, sorrisos.
O corpo anda arrepiado no meio da rua ao longo de todos esses meses. O peito pulsa num compasso tão estranho e gostoso ao mesmo tempo, que dá vontade de gravar a música que você faz dentro de mim.

"Jajá vocês estão perto", dizem eles ao ver minha saudade desesperada a escorrer pelos olhos.
"Jajá vocês estão perto", eu digo a mim mesma toda vez que eu tenho que apertar aquele botão vermelho e vejo você ir embora acenando por mais uma noite.

Uma noite de insônia. Outra, Mais uma... As olheiras fazem parte do que é ser tua. As noites insones de olhos cerrados tentando encontrar a solução pra que esse encontro seja "jajá". Esse "jajá" que nunca chega, esse "jajá" que nunca sei, esse "jajá" que me faz sucumbir.

E teus olhares. E teus sorrisos. E tuas mãos. E teu pescoço. E teu sexo. E tua língua. E teus cabelos. E tudo isso que me faz te querer e que na distância vou sentindo como se escorresse feito areia pelos vãos dos meus dedos. Não te quero apertar. Mas não te quero soltar.

E nada, nada nunca mais foi igual desde aquele 28 de março.