terça-feira, 7 de junho de 2016

Fomos tocadas pelo raro, aquele encontro que talvez nunca mais aconteça com mais ninguém nessa vida, a raridade dos momentos de suor misturado e pernas enlaçadas e os sorrisos de lágrimas de alegria e tesão.
Fomos tocadas pela raridade de sonhos em comum e olhos que se encontram e brilham sem nunca antes terem se cruzado, aquele sorriso que parece ter dezenove metros de largura de quando tudo que existe ali, naquele momento, é tão insanamente bonito, que parece que nunca mais cairá uma lágrima de tristeza dos nossos olhos.
O raro sabor de bocas que nasceram pra se encostarem, o raro toque das mãos nos corpos, o raro contorno que a luz faz no seu rosto (e só é bonito porque é o seu rosto, qualquer outro contorno seria desperdiçado naquela luz), o raro arrepio de sentir seu olhar percorrendo minhas costas sem me tocar e me fazendo sentir a pessoa mais importante do mundo.
Fomos tocadas pelo raro, meu bem. Não nos deixemos perder isso. Caso percamos, eu tenho um medo de que nunca mais algo tão raro chegue tão próximo de mim.