sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

And so it is...

Foram quase 10 os meses de amor à distância. Foram quase 10 meses em que o amor não morreu e foi regado todos os dias. Segundo após segundo. Sem medos, sem travas. Foi só amor. Sempre.
E então, quando a presença se fez real, acabou. Foi o ponto final.
Eu não entendo. Eu não quero e eu não preciso entender.
Eu só sou dor. Só sou um misto de raiva de mim e de feridas abertas.
Essa é a minha vida. Essa é a minha verdade: ser quebrada o tempo todo para que outra possa ser inteira. Eu não preciso aceitar isso, mas é sempre o que me vem. Eu posso dizer não, mas é amor. E sendo amor, eu sempre vou dizer sim.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

E nada, nada nunca mais foi igual desde aquele 28 de março.

Na boca, restou o gosto doce e delicado dos beijos tão intensamente trocados por dias e horas seguidas. Restou aquele tanto de sorriso de canto de boca de lembrar-me nas suas mãos, dedos, língua, pelos, poros, sorrisos.
O corpo anda arrepiado no meio da rua ao longo de todos esses meses. O peito pulsa num compasso tão estranho e gostoso ao mesmo tempo, que dá vontade de gravar a música que você faz dentro de mim.

"Jajá vocês estão perto", dizem eles ao ver minha saudade desesperada a escorrer pelos olhos.
"Jajá vocês estão perto", eu digo a mim mesma toda vez que eu tenho que apertar aquele botão vermelho e vejo você ir embora acenando por mais uma noite.

Uma noite de insônia. Outra, Mais uma... As olheiras fazem parte do que é ser tua. As noites insones de olhos cerrados tentando encontrar a solução pra que esse encontro seja "jajá". Esse "jajá" que nunca chega, esse "jajá" que nunca sei, esse "jajá" que me faz sucumbir.

E teus olhares. E teus sorrisos. E tuas mãos. E teu pescoço. E teu sexo. E tua língua. E teus cabelos. E tudo isso que me faz te querer e que na distância vou sentindo como se escorresse feito areia pelos vãos dos meus dedos. Não te quero apertar. Mas não te quero soltar.

E nada, nada nunca mais foi igual desde aquele 28 de março.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Fomos tocadas pelo raro, aquele encontro que talvez nunca mais aconteça com mais ninguém nessa vida, a raridade dos momentos de suor misturado e pernas enlaçadas e os sorrisos de lágrimas de alegria e tesão.
Fomos tocadas pela raridade de sonhos em comum e olhos que se encontram e brilham sem nunca antes terem se cruzado, aquele sorriso que parece ter dezenove metros de largura de quando tudo que existe ali, naquele momento, é tão insanamente bonito, que parece que nunca mais cairá uma lágrima de tristeza dos nossos olhos.
O raro sabor de bocas que nasceram pra se encostarem, o raro toque das mãos nos corpos, o raro contorno que a luz faz no seu rosto (e só é bonito porque é o seu rosto, qualquer outro contorno seria desperdiçado naquela luz), o raro arrepio de sentir seu olhar percorrendo minhas costas sem me tocar e me fazendo sentir a pessoa mais importante do mundo.
Fomos tocadas pelo raro, meu bem. Não nos deixemos perder isso. Caso percamos, eu tenho um medo de que nunca mais algo tão raro chegue tão próximo de mim.