quinta-feira, 21 de maio de 2015

Poderia ter sido um outro dia, poderia ter sido outra pessoa, poderia ter sido em outra vida (e quem garante que não foi?). Poderíamos não ter sido nós e poderia não ter sido você. Poderia não ter dor. Mas poderia não ter cor. Te conhecer me fer reconhecer em mim a capacidade de amar. Me fez relembrar que amor dói. Me fez saber que eu posso mudar. Me fez notar que há cor. Relembro a cada segundo do seu sorriso e de como você me olhou e do quanto eu quis e fiz e do quão pouco foi tudo. Me fez saber que fui muleta pra dores passadas, que fui pedaço de caminhada, que fui parte do que não me pertencia. Poderia ter sido outra. Mas foi você. Talvez eu não soubesse lidar com outro toque que não o seu. Talvez... era pra ser.

domingo, 17 de maio de 2015

Tem dia que dói mais, tem dia que dói menos... mas não se passa um dia sem que doa o fato de não te saber por perto. Não tem um dia que a lembrança do gosto do seu beijo deixe de fazer minha pele arrepiar.
E é tão estranho saber que podia ser. Tão doído pensar no que poderia ter sido. Porque você, assim como eu, sabe que poderia ter sido. Assim como eu, você se pergunta o porque de não ter dado certo. Eu sei que sim. Eu sei que eu ainda faço parte dos seus questionamentos internos e, mesmo que você saiba a maldita resposta por não termos funcionado, você ainda se questiona. Porque eu ainda te alimento de amor, eu ainda sussurro palavras aleatórias nos seus ouvidos, assim mesmo de longe, soprando meu coração em você.
E será que eu deveria parar? Será que é tão impossível assim sermos? Será que sempre que te procurar, você vai reafirmar o que me dói? Tem um mundo dentro de mim que eu abri e esperava que você quisesse conhecer. Tem uma fresta por onde só você consegue enxergar o que quiser aqui dentro. E tem uma janela trancada pro resto do mundo. Eu não quero ninguém bisbilhotando o que é seu... porque é seu e ponto final.
 Não, eu não acho que sou a salvação pro seu desamor, pros seus dias ruins, pras suas tardes de domingo cheias de tédio. Eu não acho que eu posso te tirar de onde você não quer sair e nem acho que sou sua pessoa certa. Mas eu tenho a certeza de que eu posso transformar um dia ruim em sorriso, que eu posso segurar sua mão e te apoiar no que você quiser, que eu posso ser alguém que te faça o bem que tanto você procura em outros lugares. E que nessa guerra interna que te aflige, eu posso ser exército pras batalhas. Eu sei que posso te ajudar nesse combate de você com você mesma e eu sei mais ainda que, por você e pra você, eu posso ser felicidade.
E o olhar segue olhando pra frente enquanto o coração pede pra voltar ao que já foi. Dessa vez, ela ignora o coração. Ela perde muito da essência ao fazer isso, mas a cabeça não aguenta mais essa insana aventura que o coração propôs. O que passou já não é mais opção e ela segue, apesar da dor, apesar da contradição, apesar. Ela segue sem parar como quem foge do inevitável. E se questiona o tempo todo, todos os dias. E a resposta que se dá é sempre a mesma: segue, tem um futuro colorido a te esperar.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Oi. Bem vinda ao meu mundo. Não repara a bagunça, eu preciso de um pouco de caos pra minha ordem funcionar. Pode entrar, não precisa bater. Pode deixar sua bagunça aí, junto da minha e aos poucos a gente vai organizando tudo. Pode pôr os pés pra cima e ali na geladeira tem cerveja. Sempre tem cerveja por perto e que bom que você gosta. Já falei que não precisa de cerimônia comigo? Não precisa, pode invadir, pode chegar com pressa e força, pode pular aquela parte chata de "prazer te conhecer" porque o prazer é meu, eu estava a sua espera. Se acomoda, o espaço é seu. Aos poucos você vai me ajudando a organizar os móveis, a silenciar os barulhos, a deixar aqui com cara de lar. Agradeço por ter trazido frescor e ajudar a tirar o cheiro de mofo daqui. Agradeço por ser o novo. Mais uma vez, seja bem vinda. É estranho pensar que eu estava te esperando e notar o quanto você veio de forma inesperada. Pode se jogar. A casa é sua.