quarta-feira, 25 de março de 2015

E você? Quantas vezes se pegou falando daquela travesti, que tudo bem ser gay, mas "querer ser mulher já é demais"? Quantas vezes já olhou pro seu amigo, ali do seu lado, e pensou que ele era afeminado demais pra andar com você? Quantas vezes achou que aquela menina, mais masculina, deveria deixar o cabelo crescer e usar vestidos, porque ela é lésbica, mas ninguém precisa saber? Quantas vezes já deixou de dar as mãos pro amor da sua vida, porque a sociedade não precisa se chocar ao ver um casal gay? Quantas vezes se sentiu agredido e desrespeitado por garçons de bares, colegas de trabalho, pessoas nas ruas, e abaixou a cabeça?
Feliz dia da reflexão. Feliz nacional do orgulho gay!

terça-feira, 24 de março de 2015

Vez ou outra quero ser mais forte do que sou. Vez ou outra quero me mostrar mais do que sou. Vez ou outra quero que vejam em mim um escudo, um alicerce, um porto seguro. Mas eu sou bem frágil, eu sou como vidro que se escapa da mão trinca, quebra e pode até cortar. Sinto falta e saudades intensas, sinto dores absurdas e sinto quilômetros em poucos metros. Hoje queria poder ser a maior fortaleza do mundo, queria ser um gigante... mas não o sou. E então, desabo como um castelo de areia que a onda passa e tira do eixo. Só quero meu eixo de volta. Só queria que não houvesse distâncias.
Escrevo palavras infundadas e confusas, elas saem de mim e tomam forma aqui e sem me preocupar, vou deixando os sentimentos terem algum sentido. Será mesmo que eu quero que você saiba o quanto te desejo e sinto sua falta? Será que prefiro guardar num pote tudo isso junto com toda a dor que veio à tona hoje? Será que um dia voltarei a fazer algum sentido?
Me questiono todos os dias, me interrogo e não me perdoo. Não me perdoo por te procurar, por te buscar, por te enxergar onde você não está. E onde você não está, exatamente nesse espaço que você não ocupa, é onde eu fico te esperando. Até que você venha. Ou até que nunca mais apareça.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Depois de seis meses do término do último namoro, ela resolveu que estava na hora de conhecer outras pessoas.. Iria á festa de uma amiga nova, que tinha feito na academia onde começara aulas de ginástica há dois meses. Foi ás compras. Comprou o mais lindo vestido vermelho que havia na loja, a sandália com o salto mais alto. Fez as unhas, escovou os longos e sedosos cabelos negros. Chegou em casa, encheu a banheira, despejou os sais de banhos mais cheirosos que tinha em casa e ficou imersa na água por quase uma hora. 
 Se vestiu. Estava pronta, lindíssima e confiante. Chegou um pouco tarde na festa que era pra que todos reparassem na sua chegada. E todos repararam. Assim que ela entrou no salão com o mais belo vestido que havia visto, os cabelos soltos que deixavam escorrer uma pequena franja no seu rosto, o batom no mesmo tom do vestido. Todos os homens que estavam no salão a olharam. Mas o seu brilho era tanto, que nenhum deles teve coragem de ir falar-lhe. Seu brilho ofuscava os olhares de quem a olhava. E então, ela dançou. Como se nunca tivesse dançado antes, ao som de Bee Gees, ela rodopiou pelo salão como se ninguém a estivesse vendo, como se dança as escondidas em frente ao espelho do quarto. Ainda assim, nenhum daqueles homens consegui falar-lhe uma palavra sequer. Era mais fácil falar de finanças, de futebol, do que ser desprezado por aquela deusa. Sim, naquele momento, ela era uma deusa. 
 Retornou pra casa em seu carro preto de vidros fumês. Subiu as escadas com um olhar meio perdido, como se alguém a tivesse roubado alguma coisa. Descalçou as sandálias, desabotoou o vestido e ele foi caindo até chegar a seus pés. Suspirou. Massageou seu corpo. Encheu novamente a banheira com os mesmos sais de antes. Fez tudo exatamente como havia planejado fazer quando voltasse para casa. Porém, fez de um jeito que não esperava: sozinha.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Chega a noite, soprando a melancolia sobre meu sono. Chega a noite e me pede pra me despedir de mais um dia. Olho pra ela. Encaro. Dou um sorriso de canto de boca, sem graça. A noite não sabe o quanto eu detesto despedidas. Ela me olha, aguardando meu adeus ao dia para que ela possa me cobrir com minha insônia. A ignoro por um grande tempo, odeio a obrigação da despedida. Me dói. Não digo adeus ao dia, mas deixo os olhos semi cerrados, aguardando a noite esquecer que não me despeço. E é sua imagem que me vem nítida quando fecho de vez os olhos. A imagem da qual não me despeço nunca. Te vejo linda, mais uma vez, me dizendo adeus com os olhos. Nunca responderei. Me recusei já muitas vezes e continuo me recusando a me despedir de você. Me recuso!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Escrevo.
Pra mim, pra você, pro que poderia ter sido nós.
Escrevo hoje sem dor, pra um casal que não aconteceu, pra um casal que nem foi um casal.
Escrevo pra te dizer o quanto evoluí depois de você e depois da sua vida ter ficado ligada à minha por um fio tão invisível e não palpável.
Pra te dizer o quanto sorrio ao lembrar do seu nome e o quanto desejo seu sorriso cada vez maior.
Escrevo.
Com a tristeza de lembrar do quanto quis e o quanto fiz pra ter você sorrindo ao meu lado. E com a alegria de saber que não tivemos culpa em nada. Apenas não funcionou, não encaixou... Por isso, escrevo.
Mirando seus pensamentos e seu olhar. Mirando seu sorriso e seus lábios. Mirando a sua alegria de viver e a sua falta em meus dias, escrevo.
Escrevo para tentar fazer com que não haja dor. Escrevo em rios de lágrimas e mares de sorrisos. Escrevo mais uma palavra que busca seu nome.
Em muros, em portas de banheiro, em papéis, em uma tela branca. Escrevo sem fazer esforço, apenas escrevo meus desabafos e minhas angústias.
Escrevo pro que nunca foi. Escrevo pro que poderia ter sido.
Escrevo as lembranças daquele futuro imaginado.
Preciso dizer que ou será com você ou não será.
Agora não dá. Não tem outro alguém, não tem espaço pra ninguém dentro de mim. Não quero abrir esse espaço enquanto meu coração é sua morada.
Então não será. Não será com ninguém. Não me vejo entregando tudo isso de lindo pra quem não é você e você não vem, você não quer e tudo bem... Só não será. Não serei de mais ninguém por agora e a vida não vai começar a seguir como se você nunca tivesse aparecido, porque é isso: você apareceu e depois de você eu nunca mais fui a mesma e nada (nada mesmo!) voltou a ser como era antes. Eu mudei. E devo isso a tudo que guardo aqui por você.
Então não será. Porque sei que não vai ser com você, dessa vez. Porque sei que não estará ao meu lado no dia a dia.
E então... então não será. Simples assim. Sem mais dor, sem mais tristeza, apenas não será e a vida não segue.

terça-feira, 17 de março de 2015

Carta do amor renovado.

Eu levantei! Ah, levantei!!!
A auto estima tá boa hoje, sabia? Há alguns dias tem estado assim. Eu consegui acordar pro que tava me fazendo mal, consegui levantar do fundo do poço e olha... esse poço era extremamente fundo! Bati a cabeça lá embaixo, porque eu não caio, eu me jogo (seja no poço, no lago, na vida, no amor, no que eu acredito), bati com força. Agora cicatrizou. A dor deixou de existir, aquela dor de cabeça constante e acompanhada do estômago embrulhado, sabe? Aquela dor horrorosa que parecia que não ia passar nunca.
Escolhi meus métodos pra aprender a lidar com ela e a desviar dela. E funcionaram! Pela primeira vez, uma estratégia minha funcionou! Pela primeira vez em quase trinta anos de história!
Olha, o retorno de saturno tá aqui. Latente. Mas olha também, eu estou renovada! Sim, você tem grande parte nessa renovação, nesses dias novos, no sol que eu inventei que existe mesmo nos dias cinzas. Ah, inventei mesmo! Cansei dos dias cinzas! Cansei de te olhar com olhos marejados e te ver embaçada. Agora te olho através de novas lentes e te enxergo linda ainda (claro, isso é algo que nunca vai mudar, porque né? Te acho lindíssima até do avesso!), mas com olhos de quem não tem dor. E, menina! Como é gostoso te olhar e te desejar sorrisos e alegrias e sentir esse amor altruísta a ponto de te desejar tudo isso mesmo que não seja do meu lado! Há quanto tempo eu não sentia isso? Há quanto tempo eu só sentia dor e me fazia doer sempre e mais quando pensava em você?
Eu acho que cansei da dor. Acho que acabei cansando de ser aquela chata que só te enviava "mimimi" enquanto você vivia sua vida, seu dia a dia e eu nem sabia (e nem sei) como você estava vivendo. Eu só colocava coisas na minha cabeça e ia me ferindo a cada dia te imaginando feliz enquanto eu estava morrendo. Agora eu vivo. Eu cansei de apenar sobreviver, agora eu quero mesmo é viver.
Termino, então, te dizendo: ainda te gosto, mas te quero sorriso! Vai lá! Vai ser feliz, menina! Vai sorrir, vai viver. E te desejo isso mesmo, que você viva! E sei que você não precisa da minha aprovação para que isso aconteça, eu sei. Mas queria te dizer isso, porque deixei de te querer nas minhas mãos, te quero sorriso seja onde for.

Um beijo dessa menina que acordou mulher hoje. (E ainda te envio daqueles beijos que querem saltar da tela e irem parar direto na sua boca!)

PS: Você sabe que sempre que precisar conversar, desabafar, desabrochar e sorrir, é só me chamar. Prometo tentar fazer dos seus dias cor. E amor. (Se assim você me permitir.)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Até que ponto você foi criação da minha mente para que eu não me sentisse sozinha?
Até que ponto você foi real e não inventada pra dar sentido aos meus dias?
Até que ponto eu te fiz cor pra deixar bonitos os meus dias cinzas?
Até que ponto te criei amor dentro de mim pra te ver morrer vida fora do meu peito?
Até que ponto minha tão odiável solidão te fez a mulher incrível pra mim?
Até que ponto eu me deixei entregar pro que não era verdade?
Até que ponto eu sorri por dias pra algo que nem sei se existiu de fato?
Até que ponto eu cheguei na busca de achar algum sentido no dia a dia?
Até que ponto te fiz minha quando você não está pronta pra estar aqui?
Até que ponto meu coração te pegou pelas mãos pra não sentir um vazio no dia a dia?
Até que ponto sofrer nos mostra o que não queremos enxergar?
Até que ponto?

quarta-feira, 11 de março de 2015

O dedo fica horas quase apertando enviar.
Não, não consigo. Apago, deleto, esqueço. 
A cabeça acha sensato não enviar o coração pede "só mais esse, só esse".
Reescrevo. O dedo, então, pressiona o botão "enviar". A cabeça pede pra que desligue a internet. É o que faço.
Adormeço, então.
Acordo subitamente. 3:00 a.m. 
Começo a pensar: será que ela leu? Será que respondeu? Será que recebeu?
3:10 a.m. - ligo a internet.
"Mensagem visualizada". Nenhuma resposta. Nenhuma. 
As lágrimas começam a escorrer pela face de modo incontrolável. Sufoco os soluços no travesseiro. Só ele é testemunha das noites não dormidas.
Adormeço novamente.
5:00 a.m. Desperto. Ligo a internet: nenhuma resposta. Nada.
O coração fica apertado e grita. Os olhos logo gritam junto, do jeito que aprenderam a gritar: umedecendo todo meu rosto. Não durmo mais. Não sufoco mais o choro.
Fico acordada perambulando pelos cômodos da casa, como se ali houvesse alguma saída. 
E nada. Não há saída. Não há luz. Não há paz. 
Apenas uma voz grita, pela última vez: chega! Tá na hora de parar.
Outra voz, mais tímida responde: e como? Como para?
Não sei ao certo quando. Não sei ao certo se consigo. Não sei ao certo... Não sei nada ao certo.
Mas sigo meus passos pela manhã acinzentada. Sigo meus passos pelo chão molhado. Sigo o vazio de mais um dia sem você.

terça-feira, 10 de março de 2015

Eu estava embriagada quando te conheci. É, eu estava.
E talvez por isso eu tenha me mantido assim desde então: pra não esquecer a sensação de quando estive com você pela primeira vez.
"E o amor é o seu ponto fraco!"
Ela me disse assim, sem dedos. Apontando em mim a minha maior fraqueza e o que me traz dor. É, o amor é realmente meu ponto fraco. E, contraditoriamente, o meu ponto forte.
Quando amo as palavras saem mais bonitas, mais facilmente e de forma mais precisas.
Mas é meu ponto fraco. É o que me desaba e me faz desesperar e querer ir embora de tudo. O que faz com que eu me tranque dentro de mim e fuja de tudo isso que fica em volta me atormentando. Como aquele rosto. O amor tem rosto. Tem voz. Tem braços que abraçam. E tem dor. Me dói - muito -  saber que o amor do amor dói. Quando aqui, aqui tem um mundo de coisas lindas, aqui tem abraços e braços e sorrisos e a vida! A vida! Os dias de cor, os sorrisos do nada! Aqui tem!
É, eu sei. Eu sei da dor. Eu sei.
Eu sei da fraqueza, dos dias que parecem não ter fim sem a presença física e da vontade que não cessa de querer conversar e de querer a voz ao pé do ouvido.
O amor é meu ponto fraco. O amor é minha kriptonita. O amor me alimenta ao mesmo tempo em que me desnutre. O amor, assim como tem sido, me causa pânico.
E eu só... eu só não queria que essa fraqueza fosse costumeira e que a dor virasse rotina.

segunda-feira, 9 de março de 2015

E preencho o vazio aqui de dentro com a lembrança do seu sorriso mirando o meu. E o vazio vai ficando menor, mas logo volta a ser enorme e ecoa seu nome por todos os cantos. Tento evitar esvaziar assim, mas a sua ausência faz isso por mim. E eu, de novo, finjo não sentir dor, finjo que tudo está bem, finjo não estar no inferno e coloco um sorriso babaca no meio do rosto esperando você me perguntar algo. E o inferno, baby... O inferno é aqui dentro. O inferno é não te saber minha. O inferno... o inferno é sentir.

sexta-feira, 6 de março de 2015

E todos os desenhos que eu fiz pra você continuam aqui, do meu lado.
Eu os observo toda hora, junto com as frases que te dediquei. Observo o quanto de sentimento ainda estão contidos neles e o quanto eu ainda gostaria que você estivesse presente. É, presente. Eu ainda acho que você foi presente em alguns momentos e acho que essa presença foi essencial pra eu poder me tornar quem sou hoje.
É, você é especial ainda. Você ocupa grande parte dos pensamentos do meu dia e todos os sonhos ainda tem a sua imagem, mesmo que eu lute para apagá-la da memória, por agora, só pra não sofrer mais lembrando dos seus lábios me dizendo coisas lindas e do seu sorriso meio sem jeito quando eu falava qualquer coisa que pudesse demonstrar o quão entregue eu estava (estou?) só pra você, só por você, sempre você.
E tudo isso vai passar uma hora, eu sei. E aquela sensação de que eu nunca queria que passasse continua sendo o que grita dentro de mim e o que me faz manter esse todo que te dediquei. Te dediquei e te dedico. As minhas melhores palavras. Os meus melhores pensamentos. O meu melhor sorriso. E eu ainda te desejo boa noite em pensamentos todas as noites. E eu ainda faço uma oração para que seu dia seja lindo e que nada de ruim te aconteça e eu ainda... Eu ainda sinto. E sinto muito por muito sentir.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Como se amputa um membro, te extirpo de mim. Ao arrancar-te, sinto seus olhares percorrendo minhas entranhas, sinto seu cheiro ocupando meu corpo todo. Desejo engolir-te de volta junto com a cerveja que gela minha garganta, mas o estômago rejeita: te vomito e te expulso de vez.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Bulimia seletiva: quando o amor não mais me alimenta, eu vomito.
No dia dia em que você tomar um fora. Ou que notar que ela é mau caráter. No dia em que ela quiser ver filme dublado ou te oferecer um livro de auto ajuda pra ler. No dia em que ela quiser, com todas as forças, que você não vá à academia. Ou então quando ela insistir que Madonna é ruim, que Taylor Swift é música de adolescente. Quando ela te olhar no olho e criticar a forma como você se veste, o que você come, o jeito que fala, o seu sotaque  - que é a coisa mais linda desse mundo. Que ela disser que seus textos são ruins, que os livros que você compra são ruins, que as series que você assiste são péssimas. Quando ela não responder aquela mensagem boba sobre qualquer coisa às 3h da manhã. Ou que ela não quiser te ver porque está extremamente cansada ou de TPM...Nesse dia, ah! Você vai lembrar de mim! Você vai implorar pra que eu volte, você vai me querer mais do que nunca e vai correr atrás e vai repostar aquele texto que era pra mim (e agora é pra ela, que confuso!) e oferecer ele a mim de novo, de uma maneira que eu até possa acreditar nas suas palavras de novo. Você vai me pedir pra inflar seu ego e te ajudar de novo com aquele curso que você quer fazer e eu, divinamente, saberei ignorar você. Como nunca quis. Mas como você merece.

terça-feira, 3 de março de 2015

Sobre Ismália

Se Ismália eu fosse, já estaria toda banhada em luar, jogada da torre mais alta, sem medo o porvir. Se Ismália pôde voar, de que me custa tentar ganhar as asas que nasceram nela? Ismália teve coragem e eu me vejo covarde. Covarde de querer entrar em uma vida que já não me cabe, visto que para desistir dos maiores e melhores desejos, é preciso coragem. Coragem pra deixar tudo pra trás e tentar enxergar o que pode vir ser em outro lugar. Me dou o direito à covardia do tentar, me privo da coragem de desistir. Prefiro, diferentemente de Ismália, a covardia de tentar até tudo se findar, mesmo que não finde.

Ismália
Sabe, eu to aqui. Aberta, disposta. Aqui. Você enxerga, consegue me ver? 
Ouve bem o que dizem meus olhos, leia bem o que sussurram meus lábios: esse espaço aqui do meu lado é seu. 
Entregue, fico aguardando o seu retorno. Tudo que eu já explicitei não são coisas anuláveis. Continuo aqui até você vir. Ou até nunca mais aparecer. E talvez você consiga notar que posso ser o novo, o bonito e o sorriso na sua vida.

segunda-feira, 2 de março de 2015


E correr até você e te dizer mais um milhão de vezes o que é tudo isso que ainda me engole e me faz querer ser sua, independente de circunstâncias, independente do seu aval, independente de qualquer coisa.
Meus dias têm sido permeados pelo teu gosto na minha boca, minhas noites não têm sono, não têm paz, não têm você. Meus sonhos são durante os cochilos de quinze minutos que aparecem no meio da madrugada e todos têm seu rosto, seu cheiro, seu sabor.
Te clamo, te chamo, inflamo. E te quero. Todo dia, toda hora, todo momento.
Aparece. Me procura. Esteja. E seja... Só isso.