terça-feira, 16 de dezembro de 2014

E daí que tem um monte de gente mais interessante que ela no mundo? Não me interessa! Não me importa! O meu desejo, as minhas vontades, o meu coração: tá tudo lá, com ela. Esperando para que ela apenas olhe pra tudo isso e perceba que eu estou lá. Sem implorar, sem pedir nada. Apenas ali parada num momento observando-seus-olhares-direcionados-a-outra-não-eu e aguardando chegar o momento seus-olhares-são-meus.

Eu sei, eu sei que serei julgada e que me dirão que eu to errada mais uma vez. Mais uma vez tomarei aquela bronca e quer saber? Caguei pro que vocês falam! Eu sinto que ainda pode ser e que vai ser e que vou conseguir e olha... Olha... Se tem uma coisa que tenho dentro de mim é esperança de que ela me note, uma hora ou outra.
Ela pode ir embora, pode beijar outras bocas, sorrir pra outros sorrisos, ela vai fazer isso, aliás ela tem feito isso o tempo todo e eu to aqui, observando tudo isso e ainda acreditando que podemos ser algo mais bonito do que fomos e do que ela pode imaginar que seríamos então... então eu espero e me enrolo dentro do meu próprio sentimento e eu não to ligando se é sábado a noite e eu vou apenas observar ela ser feliz com os amigos dela assim, de longe, enquanto dentro de mim a vontade de estar perto extrapola a pele, os poros, a visão e a garganta que acaba gritando coisas internas e que ela nunca saberá ou saberá a hora que ela quiser, porque eu já disse que não vou pressionar, ela não merece, ela não deve ser pressionada e acho que ela nem gosta assim como não gosta de cerveja, assim como não gostou do que eu falei naquela vez e assim como eu não gosto da merda de distância que se instalou entre nós e que me faz tremer toda vez que vejo aquela bolinha verde ali, do lado do nome dela.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sobre infinitos que se findam e que parecem que nunca voltam a ser e sobre essa história bizarra de eu querer ser o alvo de tudo que você faz, escreve.
Mesmo no meu pior momento do ano, penso em você. Se você se preocuparia e me mandaria uma mensagem perguntando se ta tudo bem porque, olha só... eu ainda acho que você se preocupa comigo e com o que sinto e com tudo que quero te mostrar e com a vida que criei na cabeça que seria linda com você perto. Mas vc não quer mesmo saber. E eu abro mão e te deixo partir, escorrendo pelo vão dos meus dedos e te sussurrando: "a hora que quiser, a porta tá aberta. É só me procurar. Você sabe."

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Tinha uma roda gigante e brincadeiras de criança. Tinha um pé sempre machucado de correr na rua, tinha cabelos compridos e óculos "fundo-de-garrafa", tinha sorriso bobo e leve, tinha calças rasgadas sempre nos joelhos, tinha mil sonhos de ser atriz de novela "igual à Babalu", tinha o ursinho preferido de brincar e tinha a irmã e o irmão do lado, parceiros das brincadeiras sem hora pra começar, sem hora pra acabar.
As brincadeiras hoje mexem com ela, tem o coração esfolado e o sorriso desbotado e uma esperança - só essa ainda a lembra de como era ser criança - que a faz querer mudar o mundo pra que tudo seja lindo, pra que tudo faça sentido, pra que nada acabe, pra que não se machuque, pra que não se magoe, pra que venham pessoas e cuidem dela, pra que haja roda gigante pra trazer sorriso, pra que haja algodão doce, pra que sejam trazidos os pequenos sabores e prazeres que tinha quando era a criança das calças rasgadas nos joelhos. Esperança que ainda brilha nos óculos "fundo-de-garrafa" que ainda usa, esperança que a faz sorrir pro mundo e querer abraçar quem quer que seja que cause uma cócega, ou uma borboleta no estômago.
Esperança que fica e ainda faz com que ela acredite.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Não sobe ainda. Tenho coisas tão bonitas a te dizer. Olha nos meus olhos. Hey! Olha aqui, olha pra mim... Me diz de novo o nome do seu perfume, ri das minhas piadas sem graça e das minhas cantadas de pedreiro, me conta qual o nome do filho que você quer ter. Vamos planejar morar na praia, no campo, mas longe dessa selva de pedras. Me deixa de novo te chamar pra uma cerveja e descobrir que você nem gosta tanto assim de cerveja. Me dá sua mão e sobe a rua Augusta dizendo que não quer ir embora. Ignora minhas mensagens e me manda mensagem quando der vontade de me ver... Não! Não sobe ainda nesse ônibus! Me deixa ainda te falar as coisas que estão presas na garganta e que ainda fazem tanto sentido na minha vida. Deixa eu abrir meu coração, meu dia a dia, meus planos. Não vai ainda... Não busca outra... Me deixa ser essa. Me faz sua! Só não vai agora... Não sobe, não vai! Nâo me deixa falando sozinha e engasgando as palavras e trançando as pernas ao correr atrás do ônibus, de você, de tudo que me faz sorrir. Não vai... não vai.