sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eu estendi a mão e quis cuidar de você. Foram anos tentando. Você se esquivou.
Parecia não entender a verdade sobre nós... A minha vontade, tão diferente da sua, tão distante da sua.
Hoje te enxergo de longe. Sei de seu nome sem procurar. Sei dos seus erros em todo o lugar. Você, orgulhosa, egoísta, jamais aceitará que errou (e muito) e que, sim, foi culpada. Jamais entenderá que se hoje não confio em mais ninguém a culpa é sua. Jamais receberá a dor no peito que sinto a cada dia que te sei em outros braços. Jamais respeitará o fato de eu ter lutado tanto, de eu ter ido até o fim.
E, aqui, encerro minha vida eu-você. Começo uma vida apenas eu. E sigo. E canto. E mudo. E vou.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Me agarro a qualquer lampejo do que possa ser amor. Me desvio de tudo aquilo que possa parecer dor. Saio, me esquivo, corro de você e das suas palavras vazias e seus jogos infantis. Pra mim já não serve mais. Hoje, digo isso sem dor, sem machucar, sem lágrimas. VOCÊ NÃO ME SERVE MAIS. Como num grito aliviado, como uma peça de roupa véia!