sexta-feira, 28 de março de 2014

São Paulo, 14 de agosto de 2009

Foi bom encontrar você. Conhecer seus lábios, saber que você sorri. Saber que talvez seu sorriso possa fazer parte do meu mundo.
Foi lindo ouvir a sua voz e entender que eu posso ser feliz nem que seja por alguns instantes.






São Paulo, 28 de março de 2014

Cadê seu abraço, seu sorriso, sua gargalhada? Cadê sua voz de sono ao telefone, me dizendo bom dia?
Tá pesado, tá terrível. Tá quase impossível.
Nada tem feito sentido. Ando por osmose, meus pés me levam e eu nem sei pra onde.
Me perdoe por não ser perfeita. Te perdoo pelo mesmo.
Segue comigo? Me dá sua mão? Não desapareça, não vire memória, lembrança. Te quero do meu lado. Não lá atrás...
Vem ser feliz?

quarta-feira, 26 de março de 2014

Do roxo, a cor favorita, que escorre pelos olhos deixando aparentes as noites mal dormidas.
A esperança de um "oi" na madrugada a embala para mais uma noite picada. Noites em que sufoca o pranto no travesseiro.
O abraço da mãe. O afago e as palavras de "tudo vai ficar bem" vêm como uma esperança a pousar em seu coração.
Abre os olhos. Ainda não é hora. Não consegue mais. Desiste de dormir e parte a descrever-se em palavras pensadas. "Preciso de um novo caderno para escrever" pensa consigo mesma.
Ao seu lado, falta a mão que acariciava seu seio dando boa noite. Sobre as cobertas, não pesam mais as pernas que enganchavam nas suas.
Falta abraço. Sobra espaço.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Não bastasse o sono picado, agora durmo em um colchão. Um colchão no chão no qual nem consigo abafar o choro direito. Desabo em prantos entre lençóis e me pergunto, mais uma vez: onde está o meu erro?
Meu erro? Porque meu?
E assim, sigo as noites entrevadas. Batucando em minha mente, apenas alguns trechos de Chico "metade amputada de mim... Metade arrancada de mim..."
Nem faço mais sentido.
Nem sei se quero fazer algum.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Madrugada.
5:00.
Levanto: café, cigarro, lágrimas, cama.
O cheiro no pijama.
Os sonhos na cama.
A vida na lama.


Manhã.
7:37.
Atrasada: banho, café, vômito, dor.
A verdade ocultada.
A cabeça arrasada.
A vida descontinuada.