quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Jogo de comunidade



E tinha um jogo numa comunidade do orkut, onde pedia pra dizer o que quero em alguém e quem eu sou... Gostei do que escrevi e resolvi postar por aqui.


Deve fazer meus olhos brilharem, minha barriga doer de tanto rir, me olhar enquanto durmo, cantar a nossa música, beber vinho, cerveja, jogar truco, falar palavrão, usar vestidos bonitos e ter um bom gosto musical, sorrir quando ouvir meus passos entrando pela porta da frente, gostar de flores e de animais, talvez goste de ter uma gata branca , que vá comigo escolher o biquini mais esquisito, faça cócegas nos meus pés pra me acordar e não me dê beijo de bom dia com mau hálito, goste dos meus amigos e não se importe com a grosseria do meu pai, que goste da minha obsessão por bolsas, mas se não gostar, que apenas aceite ter um mancebo no quarto pra elas, que assista a filmes e tome chá num domingo de inverno embaixo do edredon e que me cutuque por baixo da mesa em meio a um jantar de negócios.

Quanto a mim, o que sou, talvez eu saiba quando encontrar essa pessoa. Ou quando encontrar qualquer outra que mude todo o meu conceito sobre princesas encantadas

Do meu carnaval

Meu carnaval tem olhos azuis e sorriso fascinante.
Tem brilho, tem lábios carnudos e arrasta as letras pra falar.
Meu carnaval me fez samba, pop, frevo, jazz.
Sorri pra mim e me faz sorrir.
Me faz sentir renovada, renascendo.
Tem nome que é música e mãos que dançam cliques por aí.
Tem mulher dentro do corpo e rosto de menina.
Meu carnaval chegou e não acaba na quarta-feira de cinzas.
Meu carnaval sou eu quem faço acabar ou começar.
Meu carnaval é sonho, é delírio, é promessa de vida no meu coração.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

É carnaval!

Ponham as máscaras, os brilhos, os sorrisos no rosto.
Digam sim a tudo, façam filhos.
Saiam sem vestaes, desnudos, pelados.
Dêem risada do que fazem, grite, gargalhem, gastem.
Afinal, é carnaval.
E no carnaval pode tudo... Pode tudo!


E eis que chega a quarta-feira de cinzas cinzenta. Onde começa a dor na consciência e todos sabem que acabou. Acabou a farra, a folia, as fantasias e máscaras já não servem mais.
Hora de encarar o mundo real.
E medo de encarar o mundo real.
O caranaval é bom... mas acaba!



"Todo carnaval tem seu fim...."

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A verdade é simples: não se dança um tango sozinho. Nem bolero, nem gafieira, nem valsa.


Então, lá vou eu dançar meu rock n' roll!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Contradizendo-me

Na verdade, não passo disso. Uma intensa e imensa contradição constante. E essa contradição me irrita profundamente.

Eu não entendo mais nada aqui dentro. Eu não sei mais se quero entender algo ou somente viver, ir levando por osmose essa vida.
De que jeito, alguém me diz?
Não quero passar desapercebida, mas não quero que me percebam demais.

"Você é a mulher mais linda aqui hoje. Sem dúvidas."
O ego grita e infla tudo que poderia inflar nesse momento. Mas depois... Depois vem aquela eterna questão (eterna pra mim): de que adianta eu ser a mais bonita aqui, agora. Se amanhã o que me aguarda é a completa solidão da minha cama e o frio do meu quarto cada dia mais vazio?
Meu quarto já quase não me tem.

Eu fujo.
Fujo.

E pra que a fuga?


Hora de pensar coisas bonitas, coloridas, brilhantes. Pra ver se consigo encher o quarto de novo de mim mesma.
Aliás... Hora de testar o tal do humor por aqui também.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Noite minha.

Há tempos estava naquelas de ir ou não pra balada.
Não tenho mais saco pra balada, essa é a verdade. Gosto mais da boemia de uma mesa de bar do que aquele som martelando na minha cabeça a noite toda enquanto grito tentando me comunicar com as pessoas. Não tenho saco pra pessoas me puxando pelo braço, tentando roubar um beijo e toda aquela coisa.
Mas ontem, eu fui. Precisava dançar até o pé estourar.
E foi o que fiz. Os pés hoje, cheios de bolhas, imploram por repouso.
Mas a noite de ontem foi minha. Noite de sorrisos, de frases marcantes, de amigos de sempre e amigos daquela noite apenas. Pessoas que paravam do meu lado e eu puxava assunto, despretensiosamente.
E tinha, dentro e do meu lado, Boo, Fer, Feeh, Lu. Lindos e fazendo daquela noite de ontem a minha noite mais bonita.
Dancei. Suei. Tomei chuva. Voltei suja. Quase sem sapato pela rua.
Mas valeu pela valsa que hoje danço internamente, valeu pra saber que ali, ao lado deles, não importa onde estejamos, é meu lugar. Com eles eu posso ser melhor do que sou. Sempre.
Seja ao som de Madonna ou de Justin, de Rihanna ou de Sex Pistols, de Teatro Mágico ou de DJ Tiesto, ao lado deles me sinto mais completa.
Hoje é dia de descansar o pé da noite maravilhosa.
Dia de descansar o estômago.
Dia de ficar mais bonita.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Happy (?) Valentine's day.

E então é um dia comercial, que foi feito pro consumismo e nem é no Brasil, mas já pegou aqui também e blablabla...







...mas eu só queria um bilhetinho hoje com palavras bonitas que me fizessem derramar lágrimas de felicidade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Do dia de hoje...

Acordei achando que o mundo não precisa, não merece meu sorriso.
Hoje, acordei um tanto afogada em pensamentos ridículos e num dia cinza. Meu dia já amanheceu cinza, péssimo, feio, fedido.
Nada que me digam vai fazer algum sorriso, alguma palavra bonita brotar hoje.
Ninguém.
Nada.
Hoje, eu apenas não queria existir.
Queria sair daqui, de mim, voar, soltar essa pedra que amarra meus pés e não me permite partir pra longe.

Dia ruim.
Tudo ruim.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Homo Erectus

Clique no link.

E só.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

vício... dos bons (hai kai)

toma nota, rapaz: / haicai é a captura / de um momento fugaz (Lubell)



oco / é um espaço / cercado de coco (Cláudio Fontalan)



a noite esporeia / suas negras ancas / cravando-se estrelas (Federico Garcia Lorca)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ano: 1990





Ele, Bruno Rodrigues Beserra da Silva, 5 anos, pede Nathalia Dezoti Cruz Garcia, também 5 anos, em namoro. Namoram de dar selinhos pelos corredores da Escola Natureza. Nathalia, era uma vadiazinha juvenil, ou melhor, infantil. Namorava um dia Bruno, outro dia Henrique. Mas Henrique não tem nada a ver com essa história. O tempo passou. Ambos cresceram e nunca se desgrudaram. Quer dizer, acabaram se largando devido às escolhas de Bruno pra se fazer bem. E ele se fez. Por um ano e meio, ele se afastou pra ser feliz do jeito que ele achava certo. Nathalia não aceitava muito a tal "perda" de seu tão grande amigo... Mas ele voltou. Voltou pra nunca mais sair, pra não abrir mão da felicidade de ambos. E assim, Nathalia e Bruno sorriem... Quase vinte anos depois do primeiro contato, eles sorriem com o reencontro.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Pra que pai? Pra que polícia?

Criança: 5 anos, no máximo. Cabelos loiros. Pele branquinha.
Carro: Blazer verde musgo. Placa ***0097
Pai: Sentado na mesa do bar conversando com a galera.

Cena I - Criança entrando na Blazer.
Cena II - Criança soltando o freio de mão da Blazer.
Cena III - Rapaz que toma cerveja é atingido pela Blazer.
Cena IV - Blazer com criança e tudo dentro bate no poste.
Cena V - Pai entra na Blazer, pega criança, mulher e amigos e foge.
Cena VI - Polícia: "Sim, estamos mandando uma viatura pro local."
Cena VII - ...
Cena VIII - ...
Cena IX - ...
Cena X - Hora de ir pra casa. Sem polícia ainda no local.
Cena XI - Ainda bem que não aconteceu nada grave com nenhum dos envolvidos.
Cena XII - Algo deveria ter acontecido com o pai. Fato.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

E foi

Pode ter sido dolorido ali, naquele frágil coração, abotoado por trás da camisa xadrez.
Mas não dava mais pra seguir adiante com o que eu não acreditava. É melhor assim.
Eu sei, você sabe.
Era de menos daqui e demais daí.

Melhor guardarmos os sorrisos dos abraços do que os rancores de algo que não pôde ser porque eu não pude me entregar, né?

Pois então, antes que a coisa ficasse sem controle, eu pisei no freio.
Vejo em ti, uma linda pessoa pra estar do meu lado.
Mas agora não é a hora.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Eu tenho pena...

...Pena, dó. Ou o que quer que seja. Eu tenho.
Algumas pessoas transformam coisas pequenas em grandes demais. E não guardam com carinho as coisas e os momentos que realmente foram grandes.
Isso me dá pena.


Escureça tudo, endureça tudo.
Deixe tudo ser pesado e grande e carregue isso até quando aguentar.
Porque eu já tirei daqui o peso que tinha e hoje ando leve, saltitando por aí...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Do verde-esperança

"Eu não vou te dar esperanças porque não sei se um dia poderei cumprí-las."
Eu ouvi isso aos 13. Do primeiro rapaz por quem eu me apaixonei. Elton Almeida Esteves. Era daqueles caras cobiçadíssimos, roqueiro, que tocava violão. Ele, aos 16, me disse isso. Achei bonito e lembro de ter saído do lado dele com sorriso no rosto. Porque ele não me iludiu.
Hoje, 10 anos depois, o que eu mais queria era essa sinceridade novamente. Difícil?
Acho, que é o melhor. Pra que dar esperanças se depois elas serão arrancadas pela raiz? Não faz sentido nenhum.
Queria alguém que tivesse a sabedoria de um moleque de 16 anos que sabia que não ia cumprir nada e não tinha porque iludir.
Alguém que soubesse que certas situações machucam. E que eu não preciso ver que tem alguém já onde era meu lugar pra saber que não tenho mais vez ali. Que não preciso ver as atitudes que antes eram pra mim, sendo pra outra.
Dói.
E ponto.


"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."

domingo, 1 de fevereiro de 2009

dos 27

27 anos de casados.
Pai, mãe.
A minha base.

Por hoje, é isso. Sorrio pelos 27 deles.
Sorrio muito.