quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Centro do universo...

...umbigo do mundo.


Não tem mais espaço pra você aqui nessa tela. Então, não se doa com qualquer coisa que eu venha a escrever por aqui.



Prontofalei!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"As vezes me dá enjôo de gente..." (CL)

De gente que mente, que engana, que finge ser o que não é.
Que desfaz sonhos construídos e re-construídos.
Que estimula algo que não está disposta a ver crescer.

Me dá enjôo...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O que o Nando disse ontem...


"Pra perceber que olhar só pra dentro é o maior desperdício porque o amor pode estar do seu lado."

"Dia pr'esses olhos sem te ver é como o chão do mar..."

"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você (...) seu all star azul combina com meu preto de cano alto."

"Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia, não encho mais a casa de alegria."

"Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. (...) Dos cecgos do castelo me despeço e vou a pé até encontrar um caminho, um lugar pro que eu sou. (...) Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele eu vou cuidar, eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar e de você e de mim."

"Eu não vou chorar, você não vai chorar, você pode entender que eu não vou mais te ver por enquanto, sorria e saiba o que eu sei eu te amo."


(E ele disse pra mim, pra você, pra nós...)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

re-pulsa

Quanta declaração por nada
pra nada.
Quanta poesia rasgada, queimada
gorfada
Quanta melação forjada, ralada
estragada
Quanta sensação embolada, marcada
desabada

Palavras sem jeito, no peito, me tiram o sentido.
Sen-ti-do.
Sonhos corroídos e desgraçados.
Cor-roídos.

Cor.
Verde-esperança que vira cinza escuro.
Falta de cor. De som. De porvir. De amanhã. De ar.

Ins-piro.
Sus-piro.
Res-piro.

Desisto.

E os pulsos pro final.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

absurdo


Cena: O casal Martin(O Sr. e a Sra. Martin sentam-se frente a frente, sem se falarem. Sorriem um para o outro, timidamente. O diálogo que se segue deve ser dito com voz arrastada, monótona, meio cantante, sem nuances)


SR. MARTIN – Desculpe, minha senhora, mas me parece, se não estou enganado, que a conheço de algum lugar.
SRA. MARTIN – Eu também, meu senhor, parece que o conheço de algum lugar.
SR. MARTIN – Por acaso, minha senhora, eu não a teria visto em Manchester?
SRA. MARTIN – É bem possível. Eu sou da cidade de Manchester! Mas não me lembro muito bem, meu senhor, eu não poderia dizer se o vi ou não!
SR. MARTIN – Meu Deus, que curioso! Eu também sou da cidade de Manchester, minha senhora!
SRA. MARTIN – Que curioso!
SR. MARTIN – Que curioso! … Só que eu, minha senhora, saí de Manchester há mais ou menos cinco semanas!
SRA. MARTIN – Que curioso! Que estranha coincidência! Eu também, meu senhor, saí da cidade de Manchester há mais ou menos cinco semanas.
SR. MARTIN – Peguei o trem das 8 e meia da manhã, que chega em Londres às 15 para as 5, minha senhora.
SRA. MARTIN – Que curioso! Que estranho! E que coincidência! Eu também peguei o mesmo trem, meu senhor.
SR. MARTIN – Meu Deus, que curioso! Então, minha senhora, talvez eu a tenha visto no trem?
SRA. MARTIN – É bem possível, pode ser, é plausível, e, afinal, por que não!… Mas eu não me lembro disso, meu senhor!
(...)

SR. MARTIN – Eu moro no número 19, minha cara senhora.
SRA. MARTIN – Que curioso, eu também moro no número 19, meu caro senhor.
SR. MARTIN – Mas então, mas então, mas então, mas então, mas então, talvez nós tenhamos nos visto naquela casa, minha cara senhora?
SRA. MARTIN – É bem possível, mas eu não me lembro, meu caro senhor.
SR. MARTIN – Meu apartamento fica no 5o. andar, é o número 8, minha cara senhora.
SRA. MARTIN – Que curioso, meu Deus, que estranho! E que coincidência! Eu também moro no 5o. andar, no apartamento número 8, meu caro senhor.
SR. MARTIN – Que curioso, que curioso, que curioso e que coincidência! Sabe no meu quarto, eu tenho uma cama. Minha cama fica coberta com um edredon verde, encontra-se no fim do corredor, entre o lavabo e a biblioteca, minha cara senhora!
SRA. MARTIN – Que coincidência, ah meu Deus, que coincidência! Meu quarto também tem uma cama com um edredon verde e se encontra no fim do corredor, entre o lavabo, meu caro senhor, e a biblioteca!
SR. MARTIN – Que estranho, curioso! Então, minha senhora, moramos no mesmo quarto e dormimos na mesma cama, minha cara senhora. Talvez seja lá que nós tenhamos nos encontrado!
(...)

SRA. MARTIN – Que curioso! É bem possível, meu caro senhor.
Um momento de silêncio bem longo… O relógio bate vinte e nove vezes.
SR. MARTIN – (após refletir longamente, levanta-se lentamente e, sem se apressar, dirige-se até a Sra. Martin que, surpresa com o ar solene do Sr. Martin, também se levantou, muito suavemente; o Sr. Martin fala com a mesma voz singular, monótona, vagamente cantante)
Então, minha cara senhora, não há duvida, nós já nos vimos e a senhora é, creio eu, a minha
própria esposa… Elisabeth, eu reencontrei você!
SRA. MARTIN – (aproximando-se do Sr. Martin sem se apressar. Eles se abraçam sem expressão. O relógio soa uma vez, muito forte. A batida do relógio deve ser tão forte que deve fazer os espectadores se sobressaltarem. O casal Martin não a ouve.) Donald, meu querido, é você!
(Eles se sentam na mesma poltrona, permanecem abraçados e adormecem. O relógio bate ainda várias vezes. Mary, na ponta dos pés, um dedo nos lábios, entra suavemente em cena e dirige-se ao público)


(A Cantora Careca - Ionesco)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Quixote ligado nos 220v.



220 pessoas e uma tensão (e um tesão) ducaralho.

Logo que cheguei no Centro Cultural ontem, notei a fila que se formava. Porém, como Gero Camilo e seu Navalha na Carne estão em cartaz lá também, nem prestei muita atenção pra onde ia aquela fila. Fiz minhas coisas. Remarquei a mesa de luz, testei os focos recém afinados pelo René e desci pra ver a galera no camarim.
Tudo mais do que normal, como os outros dias. E de repente, não mais que de repente, os caras lá do Centro Cultural começam a dizer que aquela fila era nossa... Que já tinham 60 pessoas na fila e a bilheteria ainda nem estava aberta! Uma tensão e um êxtase tomaram conta de cada pedaço da minha pele, me fazendo arrepiar.
Mais tarde (não tão mais tarde) eis que os técnicos lá do CCSP vêm nos perguntar se existia a possibilidade de fazer sessão extra porque a primeira já estava esgotada! Deu um medo, um cagaço, uma vontade de gritar, um tesão. Tudo muito junto.
E rolou... a energia do público, os sorrisos, as lágrimas, as cabeças eretas prestando atenção... As duas sessões foram lindas! Todos (atores, platéia, operadores, diretor) completamente entregues àquilo tudo que foi mágico.
Claro que na segunda sessão o público já estava um tanto cansado, afinal, tinham ficado desde as 20h em pé para assistirem uma sessão as 22h. Mas ambas foram lindas.
E depois do término das duas observar o ar de cansados dos atores mas um brilho inacreditável nos olhos, a cara de satisfação do diretor, o público aplaudindo em pé... Tudo valeu muito a pena. E eu quero mais...
E vamo que vamo! Que temos uma linda temporada pela frente!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

mu(dança)

Sem gérberas.
Sem girassóis.
Sem nada colorido.

Apenas o desejo de mudar.
Mudança que começa por fora, pelos cabelos.
Pra logo interiorizar.
Logo.


Aos amores, ficam os beijos.
Aos desafetos, deixo sorrisos.
Aos que bem me fizeram, abraço silenciosamente.
E peço que se despeçam deste ser despedaçado.
Porque agora é hora de mudar.
O que se quebrou irá colar.
O que morreu renascerá.
E o ontem já se foi.
Aguardo (ansiosamente) o que há de vir. O amanhã.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

minha.dor.

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso." (caio fernando abreu)

Muito já me foi perdido. Muito já não mora mais em mim. Não tenho como impedir qeu as coisas sigam e fluam. Não tenho como impedir que as pessoas mintam e iluam as outras. Não tenho como saber se fui realmente especial ou não. Não tenho como saber nada. Não agora que suas mãos já tocam outro corpo e que seus sussurros são dados ao pé de outros ouvidos. Seus cabelos se perdem entre outros dedos e seu sorriso já não é parte do meu dia. Como entender o quão especial fui há duas, três semanas e agora só resta o vazio, o nada, esse buraco-no-peito-defeito-na-mercadoria?
As pessoas são cruéis. As pessoas dão esperanças que não cumprem. As pessoas nos fazem sonhar, planejar, idealizar e não estão lá quando você começa a acreditar nos sonhos e planos. As pessoas magoam, têm o dom de ferir e ferem - como ferem - mais que qualquer outra coisa. Estragam tudo o que era bonito e que brilhava em nós e nos fazem murchar e nos sentir como um objeto mal usado. Muito mal usado.
E, assim, me despeço de textos sobre esses assuntos. Me despeço querendo ficar com minha dor que é só minha. E esperando que ela passe. E que ninguém que seja especial pra mim venha a sentir isso. Que, se existe mesmo esse deus lá em cima, que ele não permita que ninguém que eu amo sinta isso.
E é só. Eu sou só. E fico só.

da companhia


Quando eu cheguei, de mansinho, eles já eram eles. Unidos, crianças, adultos, sorrindo, brigando, discutindo, brincando, correndo. Todos eles já estavam ali. (Ou quase todos).
A energia era boa. Os sorrisos eram bons. Lembro do medo de entrar e ficar um tanto "de fora". Apesar de eu saber que ali é lugar de trabalho e que tinha ido lá pra mostrar o pouco que sei e pra aprender muito com eles, eu queria fazer parte. Eles me pareciam tão verdadeiros sorrindo daquele jeito.
Eis que foram se passando os dias. Uns tiraram as capas de durões, outros começaram a fazer piadas. Logo, já me senti em casa... Quase pegando coca light na geladeira (só pra derramar em cima dos projetos! Rá!).
Então, vieram os passeios fora de teatros, longe dos palcos, perto das pessoas, dos corações, dos sorrisos. E descobri cada um. Que "que" especial dentro de cada um deles. As palavras, os chamegos, os flertes, as gargalhadas, os twitters... Tudo, tudo!!!!
E estar com eles é como estar em casa. Isso é mais que fato. E é mais que lindo!!!
Apenas um estava em minha vida, de início. E esse um me convidou a conhecer os outros. E sou muito feliz por tê-los conhecido.

Amo. Imaginários. Amo.




sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

:.ela.:



Ela era uma sementinha bem pequeninha. Com olhos puxados, o que gerou diversos apelidos durante a infância. Os cabelos lisos, a mancha vermelha na testa, herdada da parte Garcia da família, o sorriso lindo, os choros por nada. A sementinha foi crescendo, sendo regada pela família, pela vida, pelos amigos. Ela ia ficando cada vez mais forte, maior, mais bonita.
Cresceu cehia de luz e iluminando meus dias. Cresceu dormindo na cama ao lado, rangendo os dentes, me aturando nas minhas intensas depressões. Cresceu e dança como nunca vi ninguém dançar... Tão bonita, tão delicada, tão cheia de vida! E, para mim, continua ainda um botãozinho de rosa. Tem muito a crescer...

E hoje, hoje a Carol tá doente.
Ela, aos 20 anos, tá com dodói que eu não posso curar. Que minhas palavras e minha mão de irmã não vão ajudar em nada... Apenas confortar. Mas não, não é tão grave assim. Não quando se trata da Carol. Ela é a mais forte dos Dezoti. Ela é a que cuida de todos nós. E ela vai ficar bem... Ah, vai.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

a praça

Era um mendigo até que bem apessoado. Tinha os cabelos bem cortados e usava tênis novos.
A senhora ao meu lado disse: "Deve ser roubado." A moça comentou:"Magina, ele nem deve ser mendigo. Parou ali pra descansar só."
Eu observava o rapaz ao qual elas se referiam. Tatuagens dessas já meio esverdeadas pelo tempo. Dentes brancos. Corpo malhado, atlético. Pele queimada do sol, assim, por vagar pelas ruas. Guardava suas coisas numa mochila de um projeto do governo.
A moça disse:"Ah, se ele for lá pra casa eu cuido dele."
Mas eu acho que ele tava bem mais cuidado que todos naquele ônibus.
Tinha um sorriso nos lábios enquanto todos franziam as testas com as preocupações do dia a dia.
Confesso que me bateu uma ponta de inveja. Queria estar ali, na grama, sentada, relaxada. Ele devia olhar pra dentro do ônibus e sentir o mesmo. Querer uma rotina que eu tanto quero abandonar.
Deixei um pouco dele entrar em mim. Deixei me sentir tocada pelo estranho modo que ele vive. Estranho, porém delicioso. Estranha, mesmo, sou eu. Numa sala que me deixa amarela. Mas vivendo, precisando viver.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

...do futuro imaginado

E um clima esquisito de frio na barriga e ansiedade com dor de estômago e vontade de fumar três maços de cigarro tomaram meu dia de hoje.Muitas coisas de um dia pro outro. Muitas coisas...Penso e repenso no que fiz e no que faço da minha vida. Penso nas decisões tomadas e no quanto me seria fácil "virar Shane". Mas quando penso nisso me vem logo uma ânsia do vômito que me faz pensar que nunca fui assim, pra que agora? Pra que deixar de mergulhar fundo no que acredito? Não, não... Não sou e nunca fui assim. .Me conheço, pelo menos nesse ponto, o suficiente pra saber que não aguentaria por muito tempo essa coisa de viver o momento sem compromisso com o amanhã. Não que não seja bom. Mas eu respeito -demais- alguém que esteja do meu lado. Alguém que se priva de estar com outras pessoas e viver apenas esses bons momentos pra planejar comigo. Eu já fui de momentos. Agora eu sou de vidas. De vidas que podem durar dois meses, um ano, quinze dias, mas são vidas que eu planejei, que me fizeram sonhar e que me deram as mãos pra andar feliz, saltitando e sorrindo. Dizem-me: a vida é o agora. Concordo. Nunca discordei de que a vida é agora. Mas já vivi agoras demais. E não é só porque posso atravessar a rua e ser atropelada que não vou fazer planos pra jantar sábado a noite ou pra viajar no carnaval ou, então, pra daqui um ano mudar de vida, estar acompanhada de alguém que faça valer a pena.O agora, minha gente, é lindo, porém eu não consigo viver só o agora... Eu preciso de planos e sonhos para que eu consiga andar e lutar para fazer de tudo o que martela na cabeça a mais linda das realidades

"I like you a lot, but I like a lot of people." (Shane - The L Word)

Porque eu... eu queria ser assim.
Seria tão mais fácil... Tão!

Cansada de ser quem eu sou. E de ser como eu sou.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

...:conforto:...

Colchão ortopédico. Travesseiros novos. Colchonete. Almofadas. Sofá.Puff. Edredon. Quarto vazio. Chão de piso frio no calor. Banco de couro no carro. Colchão inflável. Divã. Morar em casa. Rede. Cadeira de balanço. Colo de avó. Calcinha de algodão. Salto baixo. Havaianas. Moleton velho pra dormir no frio. Deitar numa espreguiçadeira e ver o mar. Vestido indiano sem nada por baixo. Isso é confortável.
Estar comigo não é pra ser confortável. É pra ter um algo mais. É pra ter tesão, carinho, paixão. É pra sentir saudade da voz, dos arrepios, dos sussurros, das gracinhas. É pra telefonar de madrugada, quando está com medo, quando está doente. É pra cuidar e ser cuidada. Não é pra ser como um pneu step de carro, que vai estar ali sempre e é confortável saber que o pneu está ali, não é? Que, quando precisar, não vai te deixar na mão. Estar comigo não é pra ser assim. É pra bagunçar os dias, é pra arrepiar a espinha, é pra dar vontade de falar comigo e me apertar com força. É um pouco - talvez muito - mais que isso. E não sou eu quem vai te mostrar como tem que ser. Você vai aprender. E sozinha.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ah, o verão...

E o verão chegou. E com o verão passaram-se coisas e outras voltaram. O Quixote voltou com o verão. O sol voltou. Os sorrisos voltaram. E aquela que me fez bem e me segurou por um bom tempo voltou. Aquela que também fez doer um pouquinho, mas que se mostrou presente quando eu precisei. Por mais que já tenhamos discutido, brigado, dado broncas uma na outra, que eu já tenha pensado inúmeras vezes em mandar a merda e que, por ela ser ela, não tive coragem de mandar.
Ela voltou. E tem me feito sorrir um bocado!!! Sim, sim. Eu gosto dela. Eu gosto, sim, dos olhares. Eu gosto de quando ela toca minha nuca e eu arrepio toda. Eu gosto do sorriso dela quando faço piadas sem graça. Eu gosto de quando ela fica tímida. E gosto de quando ela flerta com as feiosas que ela acha que são belas. E de quando ela diz que as mulheres que eu pago pau sao feias. E gosto até de quando ela tá doente e insiste que tá bem só pra ir tomar uma cerveja com os amigos.
O verão chegou. E me trouxe de volta a pessoa que sei que nunca perdi, mas que estava longe...

E você, pessoa... Não vai mais não, tá? Não se perde, não some, não foge, não se esconde...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Quixote - reestreia!


Quixote faz temporada no
Centro Cultural São Paulo

Beatles, Moby, Fred Zero Quatro, Prodigy e outros criam a atmosfera da montagem que reestréia em 13 de janeiro

Em temporada, de 13 de janeiro a 19 de fevereiro, a Cia dos Imaginários, com direção de René Piazentin, traz sua adaptação de Dom Quixote de La Mancha ao Centro Cultural São Paulo. Sem texto, apenas através de ação física e imagens, Quixote propõe uma releitura da obra usando como trilha sonora canções pop como “The Fool On The Hill”, dos Beatles.

Tendo O Cavaleiro da Triste Figura como eixo central, o espetáculo mostra uma série de situações que traçam paralelos com momentos importantes do romance, como o enlouquecimento de Quixote após a excessiva leitura de novelas de cavalaria, seu rompimento com a realidade, a partida para a aventura, a idealização de sua musa Dulcinéia Del Toboso, o encontro com Sancho Pança, o duelo com gigantes e a célebre cena dos moinhos de vento.

Durante a encenação, um coro de leitores assume personagens variados e incorpora dragões e gigantes. O cenário se assemelha a um grande porão de lembranças, repleto de rodas de bicicletas e livros. A escolha de pijamas como figurinos, o desenho de luz e o uso de lençóis brancos ajudam a compor a ambientação onírica. Os objetos desse porão são transformados e adaptados para se assemelharem às imagens, personagens e locações da obra original. Assim, com bicicletas no lugar do cavalo Rocinante e do burro Ruço, coletes salva-vidas de armaduras e guarda-chuvas de lanças, a peça ganha também um tom lúdico. Tão lúdico e onírico quanto um aviãozinho de papel preso em uma gaiola, como se vê em uma das cenas.

O espetáculo foi construído de maneira colaborativa pelos atores. A escolha das cenas a serem levadas ao palco privilegiou os trechos do Dom Quixote que já povoam o imaginário coletivo, mesmo para um público não totalmente familiarizado com a obra original. Na recriação, o mote foi traduzir o “espírito quixotesco”: de sonho, de utopia, do desejo de vencer as barreiras que a realidade impõe e transformá-la. Nessa idéia se inserem algumas das citações que se sobressaem no decorrer da peça – à Gandhi, Martin Luther King e Charles Chaplin.

Ficha técnica:

QUIXOTE, adaptação livre do texto de Miguel de Cervantes
Direção - René Piazentin
Assistente de Direção - Felipe Ormeni, Nathalia Dezotti e Nino Cardoso
Iluminação, cenário e figurino - René Piazentin
Maquiagem - Carolina Costa
Apoio Teórico - Leila M. Ruiz Babadópulos
Programação Visual - Aline Baba e Caio Franzolin
Divulgação - Boca de Cena Comunicação
Produção - Núcleo Imaginário de Produção

Elenco - Aline Baba, Caio Franzolin, Caio Marinho, Camila Nardoni, Carolina Costa, Kedma Franza,Luana Frez, Mariana Viana, Ricardo Bretones,Thaíssa Landucci e Vinícius Roszczewski.

Serviço:

Quixote

Duração: 60 minutos
Recomendação – 12 anos
Gênero: Fábula dramática

Temporada de 13 de janeiro a 19 de fevereiro
Terças, quartas e quintas, às 21h

Ingressos: R$ 15
Meia entrada para idosos, estudantes e classe teatral

Capacidade: 110 lugares
Centro Cultural São Paulo
sala Paulo Emílio Salles Gomes
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso

Confira a programação na página do CCSP
http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_teatro.asp

sábado, 10 de janeiro de 2009

Pintura íntima

E enquanto pintava pessoas de cores escuras e sem graça, mal se percebia que se pintava nessas telas o seu próprio jeito de ser. Assim escuro e sem graça. No início, até belo de se olhar e, talvez, alguns olhem até o final, até perceberem que aquilo nas tintas reflete o que carrega consigo e não consegue lidar.
Uma pena. Duas penas. Três, quatro.Saem da tela em forma de pesadas asas que fazem não conseguir voar do jeito que gostaria. Penas sujas de tinta grosseira e grotesca que respinga por onde passa e deixa marcas inapagáveis.
Os que observam não mais aplaudem, mas ficam calados e absortos olhando aquilo que tenta levantar vôo e que não é o que parecia ser. Alguns riem, outros têm dó. Eu? Apenas fico indiferente.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

26/12/2008 a 02/01/2009

Dias de sol, chuva, vento, Cristo, riso, sinceridade, broncas, lágrimas, beijos, abraços, graças, surtos, insanidades, cerveja, passeios, pôr do sol, favela, loiras, morenas, amizade, sonhos, planos, conversas, gargalhadas, frases marcantes.
Dias de puro êxtase na Tijuca. Êxtase que passou por Jacarepaguá, Barra, Leblon, Ipanema, Copacabana, Lapa, Parque Lage, Maracanã, Botafogo e muitos e tantos outros lugares... Êxtase de estar com aquelas pessoas. E, independente de onde eu estivesse, com elas seria lindo, lindo! Como foi! E será... Sempre será.
Foi importante estar ali, foi importante compartilhar aqueles momentos... Foi bonito ouvir o que elas tinham a me dizer.
Foram belos dias do lado de pessoas que eu sei que querem o meu bem.

...
Obrigada pelos dias. Obrigada pelos sorrisos. Obrigada pelas broncas. Obrigada pelos ombros.. Obrigada pela preocupação. Obrigada pelos abraços. Obrigada, meninas.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

2009

"Que seja doce..."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Indo embora...

Hoje arrumei as malas, guardei todas as esperanças pra um outro ano, pra uma outra vida, pra um outro alguém.
Hoje, as lágrimas que escorrem têm um motivo bem claro pra escorrerem: eu não dei valor a mim. É isso... 
Tive esperanças demais... Que foram, sim, alimentadas. Criei expectativas apenas de um abraço... Mas não as criei sozinha. 
E hoje eu não me culpo. Hoje, eu sei que fiz o possível pra uma conversa séria e franca e cheia de sentimentos que não são torturas, são belezas que tenho em mim e que, simplesmente, serão doadas (e lindamente doadas) a outro alguém, algum dia. Já que não pude agora, não nesse instante. Virão outros instantes, outras pessoas, outros risos, sorrisos, lágrimas, virão. Ficam as marcas do que só eu sei que passei. Fica aqui um coração ainda fragilizado mas completamente pronto pra ser feliz. 
Eu me perdi muito. Mas me encontro em palavras amigas que dizem que não mereço passar por isso. E eu sei que não mereço. Agora eu sei que eu mereço muito a felicidade. E saio dessa, pulo fora, não por medo, mas pela certeza de que existe um algo a mais em alguém que será bem capaz de fazer meu sorriso brilhar a cada instante.
Indo embora... Me despeço desse sentimento que foi seu. Vou-me embora de você agora, neste exato instante em que percebo que meus esforços não foram nada válidos. Que todo esse amor aqui dentro não é o suficiente pra te fazer me abraçar apenas e dizer com sua voz doce (sempre será doce, mesmo nas mais grossas frases): não dá. É isso, não dá.
E, se não dá, chega de insistir por migalhas suas. Que nem as migalhas me foram dadas. Aqui, perco o chão, mas encontro o céu, vou de encontro às nuvens que me puxam e me dizem que eu mereço flutuar, que preciso de sonhos e que sonhos compartilhados é que são os válidos.
Indo embora... Fui. Chega. Pra me fazer bem. Chega.