quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Virei sapatão assistindo a esse vídeo... rá!


(Clica no título porque eu num sei como faz pra colocar uma porra de um vídeo do youtube aqui, caralho!!!!)


E olha, não curto Ana Carolina. Mas tá tão bonito esse vídeo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Colar de Carolina



Com seu colar de coral,
Carolina
corre por entre as colunas
da colina.


O colar de Carolina
colore o colo de cal,
torna corada a menina.


E o sol, vendo aquela cor
do colar de Carolina,
põe coroas de coral
nas colunas da colina.

(Cecília Meireles)

(Pra irmã que vai viajar hoje e sempre deixa um vazio enorme na cama ao lado, noites solitárias sem gagralhadas, dias de espera pra pular no colo e ansiedade pela volta.)


*na foto: Eu, Carol e Thiago. Ano: 1989.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Festival Strindberg

Amanhã tem a Cia dos Imaginários em ensaio aberto da "Sonata dos Espectros" seguida por debate sobre Strindberg,
É grátis.
Apareçam!


(cliquem na imagem para ver hora e local.)

"Que seja doce"

"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante."

(Caio Fernando Abreu)


Que seja doce. Que seja lindo. Que seja eterno.

Um brinde aos 4. Desde a primeira troca de olhares até hoje, se passaram 120 dias de sorrisos, de alegrias e de felicidade.

Repito mais de sete vezes: há de ser doce. E eterno.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dona Roosevelt e seus palcos




Eu não ia escrever aqui sobre esse caso.
Talvez pra não dar razão - vamos dizer assim - aos medos da minha mãe quanto à praça Roosevelt.
Ela odeia quando eu vou lá. Pois há uns 20, 25 anos atrás mais ou menos, era lá o point de drogas, travestis e prostitutas do centro da cidade de São Paulo. E hoje abriga alguns dos espaços alternativos (ou não) de teatro, alguns bares e está sempre frequentada por artistas, anônimos, pessoas bacanas ou nem sempre bacanas.
O fato é que nesse fim de semana, o dramaturgo Mario Bortolotto foi vítima de três tiros de assaltantes que tentavam assaltar o bar do Espaço dos Parlapatões.
É difícil pensar numa violência assim em ambientes que frequento de vez em quando. Em um lugar onde uma amiga mora, em um lugar onde já vi diversos espetáculos. É doído.
Na real, é difícil acordar e ver que tem violência ali onde deveria ser palco pra arte e pra bebedeiras noite pós noite.
Enfim...
Torço pela breve recuperação do Bortolotto (eu gosto do trabalho dele, viu, Marujo?) e que os palcos da Roosevelt não sejam mais alvo desse tipo de gente.

Aliás, recebi via Twitter e cá está: “Precisa-se de doadores de sangue p/ Mario Bortolotto: Santa Casa, rua Cesário Motta Jr, 112. Informar nome do paciente”.


Ah! O Bortolotto tem um blog chamado "Atire no Dramaturgo". Sugestão do Marujo: muda o nome do blog, Marião!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Caos


Em São Paulo, o caos toma conta.
3 horas pra chegar ao trabalho.
Marginais alagadas, tudo parado.
Boa sorte a quem conseguir sair de casa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Strindberg sob o olhar de Eli D'amore II





































Cada dia me orgulho mais.
Do nosso trabalho e da minha fotógrafa preferida.

'É no teu prumo que eu me oriento'


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

1º de dezembro


É bom usar.
Hoje e sempre!

E vamoquevamo na luta contra a discriminação, a doença e a favor do respeito.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Da dor passada e/ou do ainda bem!

Quando doía, eu escrevia com mais frequência.
Fosse aqui, fosse na mente, fosse em páginas rasgadas e depois jogadas fora.
Quando doía uma dor insuportável, escrever era tudo o que eu mais queria e era o único remédio que fazia a dor passar.
Mas agora, agora não dói mais.
Agora as palavras que tomavam papés e páginas virtuais e mente insana e insone tomam forma de sussurro ao entrar pelos ouvidos dela.
As palavras não têm mais peso e simplesmente vão escorrendo pelos meus lábios até repousarem em seu coração.
Longe de toda a dor, as palavras saem para dividir guarda-chuva, carro, metrô, paisagem, grito, delírio, suspiro, socorro, verde, pluma, cor, cor, cor.
Longe de toda a dor, as palavras soam como gotas de arco-íris.
A te colorir.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Carta Anônima - Caio Fernando Abreu




Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. Parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. Durmo cedo, nunca quebra.
Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus. (A teus pés, lembro.). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma parada, alguma esquina. Nunca vejo você - seria, seriam? Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.
Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.
Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade, um beijo.
(Pra você, que faz dois dias parecerem mil anos, que toma conta do meu pensamento e preenche o vazio dos meus dias. Com açúcar, com afeto.)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


"Simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti..."
3.
Os 3 mais felizes.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tocou-me mais que o corpo.
Tocou-me a alma.
Leve, flutuo colorindo o cinza da cidade.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sobre a saia da garota da Uniban. Ou sobre a garota da saia da Uniban.

Eis que o país fica atento - mais uma vez - a um fato de extremo sexismo e preconceito de gênero. (E eu, inocente que sou, acreditando que isso não existia mais).
Eu, como mulher, fico me perguntando agora o que é que irá acontecer. Após a garota ser expulsa por usar uma saia curta... Ou melhor, por provocar os alunos com sua saia curta (argumento este utilizado pela instituição de ensino!). E então, os alunos sentiram-se "ofendidos" pelas pernas da moça em questão que estavam de fora. Se são belas ou não (as pernas) não vem ao caso. O caso é a forma como tudo foi tratado. Desde a gritaria dos alunos até a expulsão da moça.
Se ela provocava, se ela mudou o trajeto pra mostrar o vestido (ou as pernas), se ela quis que olhassem... Qual o problema? Quantas mulheres não passam frente a obras para serem cortejadas? Quantas mulheres não adoram passar na frente de bares com roupas mínimas pra chamar a atenção? Não sou contra nem a favor desse tipo de atitude, visto que não dizem respeito a mim. Eu não as faria, isso é fato. Mas porque julgar alguém que as faça? Porque, mais ainda que julgar, expulsar a garota da instituição de ensino se na realidade ela foi a vítima de chacotas, gracinhas e xingamentos de colegas de faculdade? Onde é que está o livre arbítrio, o direito de ir e vir?
Os rapazes passeiam pelas ruas sem camisa, exibindo peitorias, barrigas - vez ou outra bem fora de forma. E a moça não pode nem usar uma saia curta.
Sou a favor da repreensão, já que a Universidade diz que isso foge às normas e regulamentos da faculdade, mas sou contra toda e qualquer forma de opressão.

(E já estou até vendo a capa da Sexy "Veja você o que nem os alunos da Uniban viram". Porque, né? Acho eu que ela bem vai tirar proveito da situação.)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Exposição imperdível.


Exposição do livro “O Pequeno Príncipe”, do piloto francês Antoine Saint-Exupéry publicado em 1943, conduz o público a uma viagem pela vida do escritor.

A Oca, no Parque Ibirapuera, expõe o material das 9h às 19h, com entrada Catraca Livre às terças-feiras.

O primeiro andar é composto por cubos, cada um representa um trecho do livro. Já no subsolo está recriado as viagens do piloto.

E no primeiro andar estão os cadernos de viagem e ilustrações originais de Saint-Exupéry.

O Que: “O Pequeno Príncipe” na Oca

Quando: Ter 27/10 das 09:00 às 19:00

Quanto: Catraca Livre*

Onde: Parque Ibirapuera Endereço: Pavilhão Lucas Nogueira Garcez , Av. Pedro Alvarez Cabral, s/n° - Portão 03


Obs: *Grátis às terças-feiras. Classificação Livre.As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.
(Eu fui pagando, afinal às terças-feiras, estou trabalhando. O valor? R$18,00. E olha, vale cada centavo!!!!)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quando te sei tempestiva, me faço sol.
Só-pra-te-ver-sorrir.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A regar


Toda manhã ao acordar, rego-te com o amor maior.

Que é pra nunca eu morrer aí dentro.

Que é pra nunca você secar aqui dentro.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

1.440 horas ou 86.400 minutos.

Parece tão pouco perto de tudo já vivido...

"...semanas, meses, anos, décadas
E séculos, milênios que vão passar..."

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ensaiando Strindberg pelo olhar de Eli D'Amore




















Pra ninguém dizer que eu exagero quando digo que é uma das melhores fotógrafas que já conheci.










quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Enfim, encontraram-se.
Não era domingo de manhã e nem tinha sol. Não tinha muito clichê, na visão de uma. A outra já achava que era o maior dos clichês.
Sexta feira a noite, noitada de mulheres, cerveja, sinuca e bebedeira. Mulheres que não se conheciam e ali começaram uma amizade, uma conversa, alguns flertes, algumas discussões.
Não ouviram sininhos tocar, mas olharam-se nos olhos. Ambas viram o olhar da outra brilhar, ambas já estavam prestes a ir embora quando tudo aquilo escondido em cada uma veio à tona. O beijo, então, selou o encontro. E veio a troca de telefones, o encontro no dia seguinte, ambas desmarcando compromissos com 'umas e outras', ambas sonhando com o reencontro, com os dias de sorriso que viriam após aquele primeiro encontro. E vieram. Tantos e tantos que não querem mais ficar sem.


"Se isso não é amor, o que mais pode ser?"

terça-feira, 13 de outubro de 2009


Porque até o Guarujá com chuva fica bonito e colorido ao lado dela.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

(Hilda Hilst)

Demora-te sobre a minha hora.
Antes de me tomar, demora.
Que tu me percorras cuidadosa, etérea
Que eu te conheça lícita, terrena

Duas fortes mulheres
Na sua dura hora.

Que me tomes sem pena
Mas voluptuosa, eterna
Como as fêmeas da Terra.

E a ti, te conhecendo
Que eu me faça carne
E posse
Como fazem os homens

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Tinha cabelos curtos e sedosos e uma coleção de bonequinhos, bichinhos, carrinhos, bexiguinhas.
Os vestidos todos floridos, um olhar azul esverdeado que pedia para brincarmos com ela, para sorrirmos para ela.
Tinha um par de chinelos escondidos que guardava junto com embalagens de presentes de aniversários e natais anteriores.
As unhas sempre bem feitas, bem cortadas e com um esmalte clarinho, mostrando cuidado consigo mesma.
O sotaque italiano denunciava de onde vinha a família. Brincava com suas irmãs, sempre fazendo piadas.
Idade? Entre seis e sete anos. Mentais. Fisicamente, tinha 83. Faleceu em 25/08/2009 e só agora tive fôlego suficiente para falar sobre isso... Deixou um buraco imenso na família. Era a caçula entre todos nós. Era a mais bela, a mais simpática e talvez a mais querida dentre todas as minhas tias-avós. Me ensinou muito. Aprendeu demais comigo. Éramos amigas, parceiras, companheiras e eu dava bolo de chocolate pra ela escondido. Porque ela tinha vontade, claro!
Faleceu enquanto dormia, sonhando provavelmente com seus brinquedos e suas brincadeiras. Faleceu na véspera dos meus 24. Faleceu sem me dar os parabéns e pedir pra eu brincar com seus novos brinquedos.
Foi em paz.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

(nós)

E é quando suas mãos se estrelaçam às minhas que meu coração acelera e sobe um arrepio desde o calcanhar até chegar à nuca e me faz te querer toda, inteira, minha me faz sentir a louca vontade de gritar pro mundo todo ouvir que é amor, sim, e que não importa tempo, espaço que é o amor maior de toda uma vida e uma felicidade insana que transborda pelos meus lábios quando te beijam e sinto sua língua e seus dentes que sempre cravam em meus lábios a vontade de querer mais e mais você e todos os dias, esteja ou não sol, eu quero mais e mais e quero mais das suas mãos em minhas costas e dos meus sussurros em seus ouvidos que nos fazem enlouquecer numa dança linda e mágica que ninguém vê além de nós e é essa a parte mais bonita, a parte que só nós sabemos que existe e que só nós escondemos do mundo todo porque a ninguém interessa como nossa magia é feita, ela apenas acontece e arranca os mais belos sorrisos e nos faz cantar a mais bonita das músicas e e olhar com olhos de quem encontrou o que procurava e é isso eu encontrei o que procurava sem procurar, eu encontrei o amor que eu achava que nunca mais haveria de ver, eu encontrei você, perfeita, linda, inteira, intensa, sensível, amor, sorriso, flor, dança, vida.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço..."

(caio fernando abreu - para uma avenca partindo)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"Quero seus poros na minha pele explodindo de calor..."

Coisa mais linda do mundo!
Shopping lotado, cheio de gente gritando, cantando...
E eu só conseguia ouvir a voz que sussurrava em meus ouvidos os trechos mais deliciosos dessa e de outras músicas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Hoje é dia...

Das cores, amores.
Dos sorrisos e da felicidade estampada.
Da gérbera e do girassol que se encontraram no jardim.
Do perfume que exalam.
Da primavera que começou antes do esperado.
Do colorido no dia a dia.
Dos sonhos reais.
Dos sorrisos sinceros.
Das verdades.
Das lágrimas de felicidade.
Das mais belas histórias.
Dos mais belos momentos.
Dos sussurros nas noites sem sono.
Das mais belas palavras de amor.
Das músicas.
De eu e você.

Feliz nosso dia das namoradas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Olhar nos teus olhos e te saber minha.
E saber que vamos cuidar pra ser pra sempre.
É tão perfeito... É tão bonito... É tão nosso.

E não me admiro quando sei que estão nos espiando. Não me admiro quando vejo olhos atentos aos nossos passos.
Porque eu também teria uma pontinha de inveja se estivesse de fora.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Calada observo seu sorriso pintar poesias coloridas bem na minha frente.
Olhos que brilham frente aos seus.
Sorrisos constantes.
Tudo é mais bonito agora.

Em breve, um mês em que Jairzinho nos deu bom dia e Luciana Melo nos disse que o dia terminaria bem.

"Vai, vai por mim... Balanço de amor é assim."

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ah, Patrick


Por quantas e quantas noites eu sonhei com que você me elevasse no meio da água e me fizesse voar... Por quantos dias tentei dançar a coreografia que em seus pés ficavam mais lindas do que em qualquer outros pés...
Foram muitas tardes de lição de casa adiada para ver-te dançar. Foram horas de LP ouvidos para repetir "And I owe it all to you" gritando no meu agudo mais alto. Foram dias ao lado do meu melhor amigo tentando aprender a coreografia mais marcante.
E não, eu não aprendi.
E agora você não está mais aqui para me ensinar.
Acho até que nem é a sua falta que vou sentir... Mas sinto a falta de quem poderia me ensinar a dançar "Time Of My Life" de forma leve e bonita.
Vá em paz.


(declaração ao homem que foi o amor secreto da minha vida na infância. )

Dia Branco


Se você vier pro que der e vier comigo
Eu lhe prometo o sol se hoje o sol sair
Ou a chuva se a chuva cair.
Se você vier até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar
Um pedaço de qualquer lugar.
Neste dia branco se branco ele for
Esse canto, esse tanto de amor, grande amor
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo.
Se branco ele for
Esse pranto, esse tanto, esse tão grande amor, grande amor
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"Dona dos meus olhos é você..."

Trinta.
Três dezenas de dias.
E perde-se as contas de quantos foram os sorrisos nesses tantos dias.

"Desde a hora que você entrou, eu sabia que era com você que eu ficaria."
Olhos brilham.
Coração quase salta pela boca.

Sonhos que sonhamos juntas. Vontades que são só nossas.
Verdades.
Sinceridade.
Respeito.

E te agradeço por ter me olhado de modo tão encantador naquele dia. Por ter acreditado que poderia ser. Por ter me ligado no dia seguinte. Por ter ido me ver. E por todos os outros dias.

E ainda têm outros tantos dias a serem vividos.

O sol espera por nós para se pôr todos os dias e transformar a vida num céu rosa-alaranjado colorindo nossos dias.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ctrl+C Ctrl+V

Pelo menos aqui acabou!

Depois disso: http://www.fotolog.com.br/patacnunes/58827850

E disso: http://floresluiza.blogspot.com/2009/07/o-que-nem-eu-mesmo-sei.html (onde até deram título a um texto meu que não tem título)

Agora se quiser copiar sem creditar vai ter o trabalho de digitar.

Me enchi.
Puta palhaçada. Gostou do meu texto? Quer copiar? Ok. Mas não queira ficar com os créditos por tê-lo escrito.

É isso.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Triiiim...


Eu não gosto de telefone.
Não gosto de falar e falar e falar ao telefone.
Mas o que acontece agora que meus créditos voam?
Sempre que é sua voz, eu não me importo. Fico feliz mesmo que seja só sua respiração do outro lado. Ou sua voz me carinhando pra que eu durma bem, como essa madrugada.
Ou apenas uma ligação pra saber se está tudo bem.
E sempre que é a sua voz, está tudo bem.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Rotina.

Acordar, tomar banho, café, pegar o ônibus, trabalhar o dia todo, voltar pra casa, verificar e-mails, msn, conversar, jantar, dormir.

Mas tudo muito mais bonito agora. Tudo com sorriso e cor.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

No meu contexto

(Foto: Eli D'Amore)



"E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem e você vai me ensinar as suas verdades e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio."
(Tiê - Dois)


Inseri na paisagem e no dia a dia.
Inseri nas cervejadas de sexta, sábado, domingo. No círculo de amigos.
E fui inserida em seu mundo, em sua vida.
Felicidade que há tempos não surgia por aqui...
Dessa vez estou tranquila, sem medo.
Seu sorriso e suas palavras ditas com tanto carinho me fazem acreditar em nós.
Os escritos que são só nossos, as trocas de palavras, os sonhos, os planos, as vontades. Somos partes inteiras construindo a mais bela das histórias.

Do amor... Do amor... D'amore!
E como se confundir ao olhar seus olhos dentro dos meus e querer que isso dure pra sempre?
Como achar que não é amor quando o que mais quero nas poucas 24 horas que o dia tem é ficar ao seu lado?
Como desacreditar desse sentimento se todos os dias ao acordar o meu bom dia vai silenciosamente em seus ouvidos?
Se a sua voz é a música que me nina e me faz sonhar?
É nosso... E é mais bonito.



"Do nosso amor a gente é quem sabe, pequena..."

(Los Hermanos - Último Romance)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O que é imortal não morre no final.

Já diria o SandyJunior.
E agora, quem pode dizer isso e gritar isso e berrar pra quem quiser ouvir é nosso querido Fernandinho.
Collor agora é imortal. Foi eleito membro da Academia Alagoana de Letras.
Alguém me diz se já leu algum livro, conto, crônica, artigo ou qualquer coisa que justifique a candidatura e a posterior eleição do Fernandinho?
O cara simplesmente justificou sua candidatura com artigos e discursos que foram publicados em gráficas oficiais. Ou seja, jamais foram vendidas ao público em geral.
Tomando por base essa deliciosa notícia, fiquem todos a vontade para se candidatar a alguma vaguinha de imortal. Afinal de contas, hoje em dia todo mundo tem blog. E acho até que os 140 caracteres do Twitter devem servir como justificativa para a imortalização de geral.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Dica do dia:

Não me julgue se já fez igual.
Eu não me tornei seca e fria e jamais me tornaria assim, eu apenas deixei acontecer e deixei a felicidade entrar aqui. E sabe? É real!
Amor acontece. Amém.

Dançar aqui, ali.

Me tirou pra dançar nesse ballet a dois.
Eu rodopio, rodopio e não quero parar.
É a primeia vez que uma dança não me causa medo.
A primeira vez que seguro uma mão tão segura de mim.
E danço... e dança... e dançamos.

sábado, 29 de agosto de 2009

"No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem."
(Porque Caio sempre faz sentido!)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

'cores de Frida Kahlo, cores...'

Eu esperei, esperei.
Os dias cinzas não passavam, não iam embora. Pairavam no ar, flutuavam ao meu redor. Era sempre cinza. Variava entre o claro e o escuro.
Eu esperei... 'Vai passar, vai passar...'
Eles não passavam. Seguiam cinzas sempre. Acostumei-me com eles. Pra quem não via nenhuma outra cor, o cinza era o colorido da vida.
Depois que me acostumei, consegui levar adiante, consegui caminhar a passos curtos, mas caminhando.
E quando eu menos esperava, surgiu a cor. Pintou-se um quadro na minha frente. Trouxe dias belos e cores nunca antes vistas. Primeiro veio em um verde-esperança inimaginável. Trouxe a cor mais bonita pra dentro de mim, pro meu dia a dia.
Aos poucos, o cinza foi desbotando e não apareceu mais.
Agora, os dias seguem coloridos. Seguem das cores mais bonitas. Tem azul-celeste, vermelho-escarlate, rosa-choque.
E tudo agora está lindo!

sábado, 22 de agosto de 2009

Sem paciência...

Pra brigas virtuais, pra quem me julga sem me ouvir, pra toda e qualquer coisa pequena.

O que estou vivendo é tão grande, que apaga as minimalidades.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

'...a gente agora já não tinha medo..'

Clica meu sorriso, paralisa ele inteiro em um momento seu e meu.
Clica a chuva, clica os dias cinzas... e os colore com seu olhar.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Do que... do que?

Quantas e quais são minhas urgências?
O que preciso é diferente do que eu quero?
O mundo já deu tantas voltas nesses últimos anos que me perdi de mim e não quero me encontrar.
Esse vazio é bom, não faz sofrer.
Mas me deixa assim... como um saco de papel que mal para em pé, que mal sabe se segurar em pé.
O passado e o presente dão nós. Nós em nós. O futuro deixa de ser possibilidade.
Me deparo com o maior dos muros e não vou conseguir transpassá-lo. Existem tijolos soltos, pedaços de vidros pontiagudos, pedaços quebrados, cimento corroído. Está em ruínas, na verdade. Consigo enxergar nesse muro algo que identifico muito bem: meu coração. O maior dos muros sou eu. Quem me causa o maior medo sou eu.Corro para achar uma saída nesse labirinto sem fim.

"Aparece a Leiteira. O Velho cai da cadeira."¹

Os fantasmas sempre voltam. Os medos, os pavores, os receios...Tudo volta. Os mesmos anseios.
Não os procuro. Simplesmente caem todos na minha frente... Todos se jogam pra que eu os veja e grite com eles. Eu apenas os observo pensando qual seria a melhor maneira de me livrar do que não se livra de mim.
Meus pesadelos expostos na minha cara. Não sei se devo continuar... não sei se devo seguir.
Fico um momento parada, com uma inquietude me consumindo internamente... As mãos suam, as pernas tremem... E eu viro pra trás e volto.

"Tudo já passou e minha vida não passa de um ontem não resolvido" ²

¹Strindberg

²Caio Fernando Abreu

terça-feira, 11 de agosto de 2009

- Ela é a mulher da minha vida, mas quero que ela seja feliz... seja como e com quem for.

Ouvi isso. Me calei. Vi naquele par de olhos tão lindos uma tristeza tão grande, tão profunda. Pensei: ela vai ser feliz e você? Vai conseguir ser feliz se enganado com outras? Mas não deixei que essas palavras saíssem da minha boca, elas soariam ásperas demais. E não era o que ela precisava naquele momento.
Apenas fiz o que seus braços me pediam: dei um abraço apertado. Dos mais apertados. Só consegui dizer:

- Se ela realmente for a mulher da sua vida, vocês ainda terão o que viver juntas.
- Mas e se... E se ela também for a mulher da vida da namorada dela?
- Ah, mas não seria justo! Não seria nada justo!
- E desde quando as coisas são justas? Desde quando omundo é justo?
- ... (lágrimas)
- Minha vez de te abraçar...


[especial pra uma catarinense que me abraça virtualmente sempre que precisamos...]

domingo, 9 de agosto de 2009

as coisas lindas são mais lindas...


"Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi"

terça-feira, 4 de agosto de 2009

fincada

Finquei os pés no chão e mal me permito voar. Depois de todas as quedas, as asas estão quase sem pena nenhuma.
Não entendo se eu arranquei as penas ou se elas foram caindo naturalmente. Sei que tenho os pés, o corpo e a cabeça em terra firme.
Vez ou outra, me deixo sonhar... Flutuo no máximo dez centímetros do chão e não me permito ir além disso, logo quero descer. Tenho medos, muitos.
Ainda tenho muito a oferecer, eu sei. Mas por agora, me privo de entregar tudo que tenho a quem quer que seja. É mais forte que eu. É o melhor agora. É o sensato. Eu acho...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

-Ei, moço! Você aí, na fila do ônibus! Não vai embora agora... Olha pra mim, olha! Deixe-me ver se realmente é você que tem o olhar mais doce do mundo, que me faz derreter. Sim, é você. Não quero dizer seu nome, quero que você pareça um desconhecido e quero que agora seja como se fosse nosso primeiro contato. Talvez se começarmos do zero você possa me olhar de um modo diferente. Deixa eu lhe pagar um jantar, deixa eu me apresentar, deixa eu te fazer rir das minhas piadas de humor negro e do meu cotidiano entediante. Espera, espera mais um pouco. Vamos nos conhecer. Me deixa re-descobrir qual música dos Beatles é a sua favorita, me deixa pagar um vinho caro e você fazer cara de 'eca' quando experimentar, deixa eu te dizer coisas bonitas no ouvido. Eu te deixo tocar meus pontos fracos, te deixo brigar com meu cachorro que não sabe deixar nenhuma visita em paz, eu deixo você comer todos os pêssegos em calda da geladeira. Eu aceito seu convite pra assistir 'Duro de Matar' um, dois, cinco... Aceito sorrindo. Eu quero re-descobrir qual é o perfume que te causa alergia. Não vai ainda, não. Me deixa te conhecer... Deixa eu te fazer meu, deixa eu descobrir que te amo e que não quero que você parta nunca... Deixa eu rir da sua foto na carteira de motorista. Deixa eu ouvir sua voz dizendo "o prazer é meu, mocinha." Vamos fazer de hoje o início... vamos? Por favor, não sobe aí, não. Não entra nesse ônibus. Você não me ouve? Por favor... Não! Motorista, não deixa que ele vá... Não hoje, não agora! Não acelera! Não... não... (suspira) E eu... eu só queria te amar por mais um dia.

terça-feira, 21 de julho de 2009

"Desisto. E eis que na mão fraca o mundo cabe." (CL)

Sem rimas. Essa paixão aconteceu assim. Sem rimas de bom dia, sem belas melodias, sem sorrisos constantes.
Essa paixão foi (ou é?) cheia de confusão, cheia de estranheza, marcada pela falta de você no dia a dia.
E desisto... confesso.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sobre sonhar.

Ela esperava algum sinal. Algum sinal pra que começasse o desapego, já que sozinha ela não conseguia.
Podia ser um caminhão de frutas, um cego pra atravessar a rua, aranhas que batessem à sua porta, um sonâmbulo jogando seu filho pela janela, uma visita noturna ao seminarista, cair em poços profundos e não conseguir sair, um rato com barriga de porco. Qualquer sinal para que ela pudesse dar o primeiro passo e seguir adiante.
Mas ela não teve nenhum sinal. Nem um.
Sentou-se, colocou a cabeça por entre os joelhos e ali ficou. Esperando algo que não viria e que nunca veio. Envelheceu ali, como um girassol artificial. Empoeirou, criou teias e não quis se mover dali nunca mais.
Eu nunca soube o que a fez ficar parada esperando algum sinal. Ninguém nunca soube. Ela, em sua solidão, não deixou que ninguém soubesse do que a anestesiou para sempre.
Sempre há um novo começo. Pra mim e pra muita gente. Mas nunca sabemos o tamanho da pedra amarrada ao pescoço de alguém e que o impede de andar. Nunca sabemos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O que ninguém sabe é que por trás do scarpin vermelho e da pose de mulher fatal encontra-se uma criança que precisa de colo. O que ninguém sabe é que depois de passado o efeito etílico, as gargalhadas, fica um coração ferido e machucado por tudo ao redor. O que ninguém sabe é que ao olhar-se no espelho e deparar-se com o rosto borrado da maquiagem as lágrimas escorrem de modo incontrolável. O que ninguém sabe é que ela sempre diz que dessa vez quer é ficar sozinha, mas que seu maior desejo é ter alguém que diga que ela está linda todo dia ao acordar. O que ninguém sabe é que a armadura e a fortaleza sempre caem assim que ela encosta a cabeça no travesseiro e sonha os mais lindos sonhos. O que ninguém sabe é que ela ouve o tempo todo que as pessoas a amam e se importam, mas ela queria é que outras pessoas a dissessem - e sentissem - isso por ela. O que ninguém sabe é que ela flerta até com pedra, mas que ela não quer apenas estes flertes, ela quer um alguém pra sempre. O que ninguém sabe é que atrás da pessoa disposta a tudo, encontra-se um alguém cansado de procuras, de perguntas e de quedas.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Noêmia, a bruxa

- Noêmia! - gritou a vizinha - Explodiu, Noêmia! Explodiu!

Noêmia olhou pela janela sem entender.

- Noêmia, eu tô falando! Explodiu! Olha o cachorro todo chamuscado, olha! Olha!!!

Noêmia, correu com dificuldade pra fora da casa. Tudo poderia ter explodido, mas o cachorro não! Olhou e viu os pelos do cachorro enegrecidos. Pegou o cachorro no colo - um vira-latas de porte médio - e o acariciou.

- Ah, Fiote. Que bom que nada aconteceu com você, vamos tomar banhão, vamos?
Fiote a olhou consentindo com o banho.

- Noêmia! - escandalizou-se a vizinha - Você não tá vendo? Meu fogão explodiu! Me ajuda aqui!

- Já apagou o fogo? Já chamou o bombeiro? Se já fez tudo isso, não tenho o que ajudar. Bora, Fiote. Vamo pro banhão.

A vizinha não entendeu nada. A cozinha dela preta, queimada e Noêmia indo dar banho no cachorro. Mas Noêmia tinha suas prioridades. E, definitivamente, Fiote era a maior das prioridades. Fiel, amigo, companheiro, nunca a havia deixado na mão. Quando Oswaldo faleceu (Oswaldo era o marido dela) ela prometeu que cuidaria do cachorro como se fosse seu filho. Ela nunca conseguiu engravidar. E, desde a morte de Oswaldo, passaram-se quatro Fiotes por Noêmia. Mas não passou mais nenhum Oswaldo. Ela não havia prometido nada ao marido sobre outros homens, mas prometeu pra si mesma. E nada mais importava na vida dela. Só ela e Fiote.


(Levemente inspirada nas alucinações matinaid e Paulo Duek e na 'bruxa' da Vila Maria Zélia, uma senhora que enlouqueceu depois que o marido a deixou.)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Explicando o post anterior que uma única pessoa entendeu.

04.07.2008
Ligação.
Jardineira*: "Nhaí, gata? Vai fazer algo amanhã? Uma amiga tá organizando uma festa e eu tô fazendo uma lista vip e tal. Afim de ir?"
Eu: "Ah, sei lá. Põe meu nome aí, talvez eu vá."
Jardineira: "Arrasou. Vamos, então."
Eu: "Então tá...Amanhã nos falamos. Beijo."
Jardineira: "Beijo."

Trabalha de cá, trabalha de lá, o dia passa. Noite. Encontrar amigos no metrô Consolação. Jardineira passa apressadamente com fone nos ouvidos. Eu grito pelo seu nome e ela não me ouve. Penso em como chamar a atenção. SMS.

De: Eu Para: Jardineira
"Acabo de te ver na consolacao e voce nem me deu bola."

Minutos depois, vem a resposta.

De: Jardineira Para: Eu
"Imagina que eu nao te daria bola. Ta indo pra onde?"

De: Eu Para: Jardineira
"Bar da loca com uns amigos. Bora?"

De: Jardineira Para: Eu
"Talvez mais tarde eu passe lá, mas te ligo."

De: Eu Para: Jardineira
"Liga mesmo. Aproveita minha fase Shane. Beijo."

Bar da loca com os amigos, cerveja gelada, conversa furada, papo bom, risadas, gargalhadas.
Não recebo nenhuma ligação e resolvo ligar:
Eu: "Alô. Não vem pra cá, não?"
Jardineira: "Ah, têm uns amigos pra chegar aqui ainda... Vem pra cá você."
Eu: "Tá, vou ver aqui com meus amigos e se der vamos praí. Aliás... onde você tá?"
Jardineira: "Aqui no Bambu, na Hadock. Sobe aqui, é pertinho."
Eu: "Vou ver aqui se vamos. Beijo."

Convencer os amigos a sair do local de sempre pra ir ao Bambu não era nada fácil. Mas tempos depois foram solidários à mim e fomos à Hadock.
Chegamos, mesa cheia, colocamos mais cadeiras, conhecemos todos da mesa, rimos, brincamos, flertamos, fizemos piadas mil. E um frio absurdo. Jardineira vai ao banheiro e volta com as mãos geladas. Aquece as mãos em minha perna. (Cheiro de flerte no ar.). Olha pra mim e diz: "Tá frio. Faz alguma coisa pra esquentar." Foi a deixa. "Vraaaau". Beijo, beijo, beijo. Mais beijo. E o frio passa.
E então, desde esse momento, passou-se um ano. Um ano inteiro de coisas bonitas e coisas não tão bonitas vividas ao lado da Jardineira. Um ano de amor que muda, que se transforma, vira raiva, mágoa e retransforma-se em sentimento de bem-querer. O mais belo dos sentimentos. E, assim, tenho meu ano novo. O mais bonito. O que me fez crescer e mudar e ser a rosa mais bonita do jardim.


Em tempo: Conheci Jardineira virtualmente, em 2006. Nos vimos uma vez em 2007, em Florianópolis e daí até 04.07.2008 apenas nos falamos via msn, telefone e sms.

*Nome fictício para preservar a privacidade da envolvida.

sábado, 4 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

...

Queria ouvir, saindo suave a sua boca: Hoje chove e gostaria de você aqui deitada comigo, olhando as gotas caírem através do vidro das janelas que embaçariam com a nossa respiração e queria te dizer que preciso de você sempre por perto fazendo chuva ou sol e em dias nublados e em todos os outros dias porque é do seu lado o meu lugar, embaixo desse edredon ou em cima dele e no chão, na pia, na sala e porque não na rua, nas praças, nos cinemas e eu só queria isso: você aqui porque chove e se você está por perto o dia fica mais claro e até parece verão.
Mas eu sei, você não me dirá isso. Nem hoje e talvez nunca diga
.E sabe de uma coisa? Prefiro assim. De alguma forma te tenho, mesmo que na imaginação.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Do meu jeito

Enquanto outros olhos, outras mãos estão em você, eu te namoro assim. Quieta, sozinha, escondida.
Me escondo por tras das cortinas e te espio. E você nunca nota a minha presença. Mal sabe que te observo por onde você for. Estou no espelho que te fita, estou nas ruas onde pisa, estou em lugares onde você não imagina.
Te beijo toda noite antes de dormir e sussurro o boa noite mais bonito, te leio as mais belas histórias e canto todas as lindas melodias que sei. Pra que sua noite (e a minha) seja tão linda e graciosa quanto você é.
E te namoro sossegada, tranquila. Enquanto você namora tantas outras faces, tantos outros beijos e nina tantos outros corpos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Rasgada

Destroçada, acabada.
Porque a gente sempre tem um tanto de esperança guardado bem lá no fundo.

E hoje, todas essas esperanças foram arrancadas de mim.

Tragam-me o que é negro, o cinza.
Meus olhos não conseguem mais ver os azuis.

sábado, 27 de junho de 2009

Tati Bernardi

Eis que fuçando na internet encontrei essa autora moderna, contemporânea... Um luxo. E estou viciada nela desde a madrugada.
Nem li biografia, não sei a idade nem de que cidade é. Sei que ela escreve lindamente coisas como essa:

"Eu estou tão cansada de assustar as pessoas. E de ser o máximo por tão pouco tempo. E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer. Mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. E hoje eu não me odeio. Hoje eu só fecho os olhos e lembro de você me pedindo sem graça para eu não deixar ninguém ocupar o lugar da minha canga. Tudo o que eu mais queria, por trás de todos esses meus textos tão modernos, sarcásticos e malandros, era de alguém que me pedisse para guardar o lugar. Tá guardado. O da canga e de todo o resto."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nathalia

LATIM

Latim, Natalis, dia natalício. só consegue amadurecer depois de muito lutar para chegar a um equilíbrio entre a razão e o coração. Por isso muitas vezes é vista como uma pessoa inconstante. É fiel e exige que seja tratada com deferência.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

E vejo cores em você.


E vejo cores em você-ê-ê-ê.

domingo, 21 de junho de 2009

Dissolve.
Some.
Não toca no meu nome.
Foge.
Se esconde.
Não me dê notícias.
"Eu parto corações."- duras suas palavras.
Some.
Vai pra bem longe.
Não fala mais sobre isso.
Some.
Some...

Só_me.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Aquela história de que uma imagem vale mais... pois bem!


Nunca foi.

Nunca foi um sinal.
Não era pra ser.
Eu e você nem deveríamos ter começado.
Começamos, aliás?
Não, não.
Não era pra ser e pronto.
Não era você e pronto.
E eu deveria saber que seus 18 anos são na aparência e maturidade.
Deveria saber.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Regador.

Porque você me regou e você me fez crescer.
Sou sua rosa, criada, feita, desenhada e amada por você.
Por isso, hoje estou aqui e daqui não saio.
Não enquanto eu tiver muitos cascudos a te dar, muitos abraços e carinhos.
Não enquanto você estiver assim, mais murcha do que estive eu.
Eu não sei ir embora.
E nem quero.
Você me criou, você me fez sua.
E estou aqui.
Semente que cresceu, pétalas que ganharam cor.
Vida viva, bonita.
Porque você me fez assim.
E não saio de perto enquanto não te ver tão linda quanto você me fez.

segunda-feira, 15 de junho de 2009


Porque hoje faz um ano que nos vimos pela última vez.
Escrevo numa saudade absurda e pedindo, gritando:
Vem logo me ver, porra!!!







.amo.

Porque rosas murcham...

"Não soube compreender coisa alguma. Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas
palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Deveria ter-lhe adivinhado a ternura por trás daquelas tolas mentiras. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."
Antoine de Saint-Exupéry

sexta-feira, 5 de junho de 2009

E antes que eu pudesse escapar pro mundo, ela me parou, me pegou de novo nas mãos e disse: "você está aqui, eu estou aí. Porque fugir disso, porque?"
E eu cresci e sorri. Como nunca havia sorrido na vida.
Porque por trás de nós, sempre existe aquele medo que nos faz parar e nos perguntar se é isso mesmo.
Mas antes que eu parasse ela me disse que, sim, é isso mesmo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009


Eu estive em suas mãos.
Mas não soube segurar.
E nessas de malabarismos, acabei caindo.
Não bati a cabeça, não me parti ao meio, não feriu meu coração.
Saí quicando e inteira pro mundo.
Pro mundo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nathalia Dezoti

Santa casamenteira.




Precisando, tô aqui.

quinta-feira, 28 de maio de 2009


"A ponto de partir, já sei que nossos olhos sorriam para sempre na distância. "
(Ana Cristina Cesar)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

É...

...saudade, vez ou outra, é cortante.

Mas dá ânimo e vontade de fazer tudo mais uma vez e melhor!

sábado, 23 de maio de 2009

"preciso sim, preciso tanto. alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser ao conjunto teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho carente, tigre e lótus."

(Caio. Sempre.)

e é grande.

e estar com você foi mais que bonito, foi inexplicável e sentir tudo isso acordando dentro de mim me faz te querer perto, bem perto, sem qualquer distância física porque eu gosto do seu olhar no meu e gosto de te falar coisas bonitas ao pé do ouvido e saber que você ficou feliz com a minha presença, com nosso dia, com a beleza de tudo aquilo que antes parecia impossível e tudo me faz sorrir agora que sei que tenho você e que você me tem e que somos felizes assim, na nossa coisa, no nosso jeito de ser, na nossa vontade de felicidade e nos nossos sorrisos infinitos e tudo que digo é pra tentar transpor pra essa página branca o que, na verdade, é indizível.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"Se soubesses que eu gosto até os ossos de gostar d' itu..."

Dia lindo!
Acordei sorrindo e vou dormir sorriso!
Dia quente, coisas grandes, cidade pequena...
Praças, verde.
Azuis dentro dos meus castanhos.

Sol abriu!
Vida ressurgiu.

Frases ditas ecoando no pensamento.
Frases gravadas em mim.

Obrigada por ser você.
Obrigada.

terça-feira, 19 de maio de 2009


Porque tenho me sentido leve com seus encantos.
E tenho contado segundos pra poder ter o azul em mim.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Que venham os moinhos!



Da reestréia.
Da volta.
Do sorriso!

É hoje!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Acordou pensando no porque de sonhar aquilo.
Aquele lugar. As lembranças.
Aquele lugar que é tão seu, que ela odeia dividir com qualquer que seja a pessoa.
Mas estavam lá. As duas.
Entregues? Querendo?


Apenas sonhando com o irreal.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

:.:

Que senti amor, que sorri amor, que vivi amor.
Mas que por amar sozinha, morri amor e acabo de renascer azul, da cor da esperança.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Rio da onça negra

Segundo um cara da cidade, esse é o significado de Jaguariúna, cidade na qual estive este domingo.
O rio da onça negra, é pequeno. Cerca de 37 mil habitantes e um único restaurante aberto no domingo, dia das mães.
O fato é que fui com a cia Prosa dos Ventos apresentar lá o espetáculo "Ciranda das Flores" e que fomos muito bem recebidos.
O teatro da cidade é maravilhoso e cheio dos equipamentos mais modernos.
E os moradores da cidade não tinham isso até outubro de 2008. Tinham rodeios, tinham o melhor sistema de saúde da região, amelhor segurança (com apenas 2 roubos de carros e 10 assaltos) e não tinham cultura até inaugurar este espaço que não é só teatro, mas também espaço para exposições e para projeção de filmes. E tudo de graça pra população.
Achei bom.
E olhar pra São Paulo e ver quantas opções nós temos de cultura e não aproveitamos, acaba fazendo doer e me questionar: porque eu faço? Pra que? Pra quem?
Questões que voltam... Sempre voltam...
Porque fazer cultura aqui? Porque querer cultura aqui? Se a cultura não chega, não atinge quem deveria atingir.

sábado, 9 de maio de 2009

E se...

... me encontrarem dormindo, sonhando em algum lugar por aí, peço apenas um favor: não me acordem. Meus sonhos têm sido muito mais belos do que a realidade a minha volta.



























[guardando os pulsos pro final, sempre. Mas quando é o final?]

quarta-feira, 6 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

'é impossível ser feliz sozinho' (?)

Não há superfície. Não há. Tudo é profundo e intenso. Não sei viver às margens, à beira. Não sou assim. Ou é intenso ou não é vivido.
Compreende que amor vai além desse "eu-você" que criaram, que criamos? Que amor eu posso viver com outros alguéns, com outras coisas?
Então, esfrio as expectativas até que você possa compreender que meu amor já é além do que você pode acreditar ou imaginar. Enquanto você não compreender, não posso esperar que me considere parte da sua vida, rotina, dos seus planos pro fim de semana.
O amor insano já passou faz tempo. E talvez eu tenha percebido só agora que já não há mais essa loucura, que sei viver leve esse amor. Leve e só. De fato, esse amor não precisa ser "eu-você", bato-me pra vivê-lo até a última gota.
Entende?
Somos opostas. E opostos, sometimes, se distraem. Estamos mais longe do que quando eu me permiti a distância.
Aprendo que posso ser feliz sozinha, sim. Que eu sou o maior motivo dos meus sorrisos e da minha total e completa felicidade. Que finais felizes não precisam de quatrõ mãos entrelaçadas. Precisam apenas de duas que secam as lágrimas e ajudam a cabeça a erguer....
Esse é o meu happy end, talvez. Sozinha. E um dia, não só você, mas todos hão de aprender que não se necessita de mais nada além de si mesmo pra felicidade aparecer.

domingo, 3 de maio de 2009

Saco cheio.

Sabe?












(sem saco pra desculpas, pra histórias, pra segredos, pra nada... melhor é sumir.)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

"O medo é uma brecha que fez crescer a dor..."

Ultimamente tenho tido medo de morrer sem ter sequer vivido uma grande e bonita história de amor.
E só.

domingo, 26 de abril de 2009

Em todo e qualquer canto da cidade que passo, leio isso colado ou pixado nos muros. E hoje de manhã, a caminho do metrô Anhangabaú, eu percebi que realmente... O amor é importante, porra!
Um mendigo me parou. Eu fiquei com medo, a princípio, o Fe me abraçou e ele disse:

-Olha, eu perdi o amor da minha vida. Era a mulher mais linda do mundo. Nunca ninguém vai amar aquela mulher do jeito que eu amo... Quer ver, quer ver foto?


Ele pôs a mão encardida no bolso e tirou, junto com a carteira de trabalho, duas fotos da tal mulher mais linda do mundo.

-A gente teve cinco filhos. E aí, ela foi embora pro Piauí com um camarada qualquer e eu fiquei aqui, com nossos filhos.


Na foto, uma mulher linda, de longos cabelos loiros. Atrás, escrito Marinalva.

-Mas sabe? Eu fiquei aqui com a nossa família, eu moro na rua e tenho família. Ela deve ter se arrependido, ela não tem ninguém. Já ouviram falar da lei do retortno? Tudo volto, tudo que a gente faz de mal pra alguém, volta pra gente.

Ele ficou mais alguns minutos ali, contando de como tirou seus documentos pra que a polícia não o prendesse e de como o amor que ele sente pela Marinalva é grande.
Se despediu e caminhou, com os pés no chão, rumo a lugar nenhum.
O Fe me olhou e me disse:

-Pensa em tudo o que ele disse. Pensa em tudo o que você viveu essa noite. E pensa que toda pessoa que entra na nossa vida - até esse cara - muda uma coisinha. E eu tô feliz por ter te visto tão madura e tão crescida. Feliz e arrepiado. E pode ter certeza, vou dormir muito bem essa noite por ter te visto forte e por ter visto as atitudes que você tomou.


Fui caminhando até o metrô sozinha, enquanto o Fe ia caminhando pra casa dele... Um riso singelo tomou conta dos meus lábios... Pensei que talvez, aquele mendigo, fosse o autor de todos esses cartazes colados nos muros da cidade. Talvez seja ele mesmo o autor. Mas não importa quem seja... Pra mim, o amor é importante, porra!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Eis que então...

... ele correu, correu, pisou em cocô de cachorro, quase foi atropelado por um carro, desviou de dois gatos, correu, correu, passou embaixo dos galhos da árvore, pisou na poça de água, caiu, machucou o joelho, levantou-se, acelerou os passos, olhou o relógio e correu mais ainda. Ele chegou, então, no momento em que ela estava partindo. No momento em que ela ia embora com outro, com o tal amor da vida dela, que ele não acreditava que era realmente e acreditava menos ainda que ele estava vendo aquilo. Ela olhou pra trás, ela olhou pra ele, ela viu os olhos dele lacrimejarem e ela pouco se importou. Dentro do seu coração egoísta só importava a felicidade dela, mostrar pra todos que ela estava feliz e ponto. Ali, ele se acabou. Ali tudo o que ele acreditava sobre a felicidade foi por água abaixo. Ali, ele perdeu o amor próprio e saiu dali mais vazio do que nunca.

terça-feira, 21 de abril de 2009

"Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões..."
(Esperando Aviões - Vander Lee)


Seu cheiro mora em meus pulmões.
E, na tua ausência, meu corpo arrepia de lembrar teu peso em cima de mim.
Os poros suam como suavam com seus sussurros.
Os pelos erguem-se como se sua presença ainda estivesse ao meu lado.
Meu corpo muda ao sentir o coração acelerar.
Minha voz sai sussurrada ao lembrar do teu sorriso enquanto minha boca passeava por sua pele.
Teus, meus gritos.
Teus, meus prazeres.
Teus, meus... nossos momentos.



sexta-feira, 17 de abril de 2009

montanha russa


"...é improvável, é impossível..."

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou - TM

Eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Por que a gente é desse jeito
criando conceito pra tudo que restou?

Meninas são bruxas e fadas,
Palhaço é um homem todo pintado de piadas!
Céu azul é o telhado do mundo inteiro,
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro!

Mas eu não sei na verdade quem eu sou!
Já tentei calcular o meu valor.
E sempre encontro o sorriso e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou!

Perguntar de onde veio a vida,
por onde entrei deve haver uma saída,
e tudo fica sustentado pela fé!
Na verdade ninguém sabe o que é!

Velhinhos são crianças nascidas faz tempo!
Com água e farinha eu colo figurinha e foto em documento!
Escola é onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração!

Mas eu não sei na verdade quem eu sou!
Já tentei calcular o meu valor.
E sempre encontro o sorriso e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou!

Percebi que a cada minuto
Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
Tem gente rezando no escuro, tem gente sentido ausência!


Meninas são bruxas e fadas,
Palhaço é um homem todo pintado de piadas!
Céu azul é o telhado do mundo inteiro,
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro!

Eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Eu não sei na verdade quem eu sou.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Prosa dos Ventos

Ontem, no meio do meu expediente, recebi uma ligação maravilhosa.
Meu professor, amigo, diretor, meu tudo de bom... Posso até dizer que é uma das pessoas que me iniciou e que mais acreditou em mim no teatro... Enfim, o Elcio Rodrigues me ligou pra fazer a melhor proposta do mundo. Voltar a trabalhar com a Prosa dos Ventos.
Prosa dos Ventos surgiu da Triptal, a primeira companhia de teatro profissional que eu trabalhei. Consequentemente, a Prosa foi a segunda. Há uns 3, 4 anos atrás, eu trabalhava loucamente com eles. E retornar a isso me faz sorrir todos os sorrisos mais bonitos do mundo!
E ainda mais com o "Ciranda das Flores", espetáculo que surgiu de uma contação de histórias que acompanhei desde o início.
Estou toda sorrisos por conta disso.
E em maio minha vida será a mais agitada... E eu sentia tanta falta de todo esse agito, da correria. De correr de um teatro pra outro, em pontos opostos da cidade.
Será lindo voltar pra eles.
Será lindo demais!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Da volta e/ou do: "volta!"

Te tirei da minha vida de forma brusca até pra mim, confesso.
Doeu. Doeu mais do que as cutucadas em mesas de bar ou do que as DRs sem fim, quando sequer tínhamos uma R.
Por um tempo, vi que você mal aceitava, vi cometários que eu não queria aqui, neste blog, vi scraps, recebi e-mails. Mas depois, depois que aceitou, respeitou. Manteve-se na sua. E só respondia aos meus chamados. Que, vez ou outra, eram excessivos. Era o chamado de um coração que não aceitava a perda.
Mas esse feriado, que foi dos piores, que foi o mais triste, o mais chorado... Eu vi o que realmente importa, eu enxerguei que mais do que eu e você como amantes eu quero eu e você como amigas. Como foi no passado, como passamos dois anos. Gargalhando em conversas sem nexo no msn ou nos encontrando em lugares inimagináveis (Floripa!). Nesse feriado, ao ver meu tio-avô chorando em uma cama de hospital, eu percebi que essa dor que carreguei aqui não é nada. Nada perto do que realmente dói e da real dor de alguém que sofre e implora pela morte, para deixar de sentir dor.
Eu não quero a morte para parar de doer. Eu quero é ser forte pra parar de doer. E assim, fui tornando-me mais eu e mais forte e mais bonita. Até o ponto em que pude ver que não dói mais a sua decisão e as suas paixões. E assim, como não dói, desejo a sua volta pra minha vida. E respeito se agora for a sua vez de dizer: "eu não quero voltar".
Estou pronta para te encarar com seus casos, suas paixões, seus amores. Estou pronta pra sentar em mesa de bar e conversar e rir e rir e rir. Porque são poucas as pessoas que me fazem rir como você faz e fez desde sempre.
Eu peço, aqui.
E aguaro, daí, uma resposta ou apenas o silêncio.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

metamorfose

"Permaneceu nesse estado de reflexões vazias e pacíficas até que o relógio da torre bateu três horas da madrugada. Ainda vivenciou o ínicio do alvorecer geral do dia lá fora, além da janela. Em seguida, sem que ele o quisesse, sua cabeça inclinou-se totalmente parabaixo e das suas ventas brotou fraco o último suspiro."

quinta-feira, 9 de abril de 2009

.desse tal amor.

Se perguntava em meio à inquietude da noite: como amar assim?
O 'assim' ela mal sabia explicar.
Desde que viu tudo aquilo acontecendo, desde que observou toda aquela mudança naquele ser, naquela coisa, naquela pessoa a qual amava - e amou, muito tempo, sem saber que amava.
E ver que aquela a qual ainda dedicava o mais belo dos sentimentos, havia mudado tudo. Mudado opiniões, mudado sentidos, mudado rumos e sentimentos. E mudar pra que? Pra agradar a alguém que nem se sabe ao certo quem é?
Entender era o que ela queria.
Fazia perguntas, como crianças perguntam a suas mães: É possível amar sem nunca ter tocado? É possível amar sem saber se o olhar brilha? É possível amar sem saber mesmo se escova os dentes, se toma banho todos os dias? E se o sexo não for bom? Se não houver tesão? Ese tal amor ainda resistirá?
Pra ela, amor precisa, sim, de sexo, de tesão, de dia-a-dia, de toque, de sabor, de cheiro...
Ela viveu tudo isso. Ela tocou, ela sentiu cheiros, viu olhares, fez brotar sorriso.
Então, ela parou de se perguntar tanto e resolveu levantar-se da cama já que o dia amanhecia mesmo sem ela querer que amanhecesse.
Ela parou de querer entender tudo e de querer explicações.
Pegou sua mala, guardou todos os sentimentos e perguntas dentro e a trancou com chave. Chave que quer perder, que quer jogar por aí, que quer que um alguém encontre e a faça questionar outras coisas, que a faça sonhar outros sonhos e que a faça amar do jeito mais bonito. Do jeito presente de amar.
"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar.”

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 8 de abril de 2009

milhões de vasos sem nenhuma flor...

terça-feira, 7 de abril de 2009

O avô que eu não tive...

Então, eis que chega o dia do meu tio-avô fazer sua tão esperada cirurgia. Há mais de ano esperamos isso, mas sábado, quando o Dr. Rafael ligou lá em casa marcando a cirurgia, bateu o medo.
Meu tio-avô Avelino, está com seus 80 anos e com apenas 10% da visão, apenas no olho direito, anda com sua bengala e sua prótese de quadril. Ele já passou por tantas coisas, tantas. E, mesmo com tudo isso, consegue ser o melhor desenhista e o cara que mais resolve palavras-cruzadas que eu conheço.
E ele sabe o quanto foi importante no meu crescimento e na minha criação. Fui criada por ele e pela vovó Amélia, que tem tanto ciúme dele, que até inventa doenças para ver se damos atenção à ela também.
Hoje é difícil escrever e dizer algo sobre ele aqui ou em qualquer outro lugar. Hoje, é o dia da cirurgia tão esperada, mas que tanto nos amedronta. O que será que vai acontecer, no fim das contas? O medo é maior depois da última operação a que ele foi submetido, já que saiu do hospital com infecção hospitalar das bravas...
Medo, preocupação, apreensão.
Mas eu sei que ele é forte e vai correr tudo bem.
Eu sei...
Eu sei porque ele corria atrás de mim na rua, ele jogava futebol e bolinha de gude com meu irmão e dava banana pra minha irmã comer quando ela tinha fome. Eu sei porque ele arrebentou a porta do banheiro da casa da vovó quando a minha irmã, a Carol, ficou presa lá dentro, aos dois anos de idade. Eu sei porque ele cultiva as melhores uvas o ano inteiro para que possamos comê-las na ceia de Natal.

Eu sei, "tio 'Velino" que vai dar tudo certo e que jajá vamos correr no quintal. Eu, o senhor, a Carol e o Thiago, os netos que o senhor ganhou.
"Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência". E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços."

(Caio Fernando Abreu)

LFV revisitado.

Enconto ou não encosto? Só o joelho. O que pode acontecer? Ela dizer: "Nathalia, por favor..."Aí eu recolho o joelho, peço desculpas, "desculpa, desculpa" e pronto. Se eu soubesse como dizer, explicaria. Sabe o que é, minha linda? Eu estava aqui pensando - quando é que, lá na minha infânica, na minha adolescência, eu ia imaginar que um dia estaria sentado ao lado de uma pessoa assim, como você? Nao sei quem é que me botou aqui nessa mesa, bem do seu lado. Nao acho que tenha sido um pedido seu - "Quero a bonitinha da tatuagem à minha esquerda". Claro que nao. Mas o fato é que estou aqui e aquela outra está aí atrás em algum lugar, de pé e se perguntado o que eu tenho que ela nao tem. Tem uma outra que nao deve nem estar por perto. E eu aqui ao seu lado, bem pertinho. Isto significa muito, viu? Lá em outras terras vai ter gente se mordendo de raiva. Onde já se viu, aquela tão esquisitinha e toda sensível, aquela que não cansa, aquela que luta mesmo sem forçar, ali, sentada à esquerda da mais bonita moça?




segunda-feira, 6 de abril de 2009

.da caminhada.

Andar na Paulista debaixo de chuva.
Perceber ali, do meu lado, que não perdi tanto quanto eu imaginava.
Fim de semana querido.
Sexta, o anjo dizendo coisas lindas.
Ontem, a pequena que consegue ser tão grande me aconselhando.
Bonito perceber que a caminhada não foi cortada.
Cresço, aos poucos, ouvindo o que gosto de bocas que eu não esperava.
Mas é bonito.
Já me são tão queridos que não consigo não querê-los por perto.
(Assim como não consigo não querê-la.)


O tempo cura.
Foram palavras recorrentes.
O tempo cura.
Eu sei, há de curar.
O tempo... o tempo...

E eu sei, você sabe, nós sabemos.


Quero mais caminhar na chuva, quero mais conversas jogadas fora, quero mais não me importar se ela estará ou não sentada na mesma mesa.
Porque, com ou sem ela, se estou com eles, me sou mais bonita!

domingo, 5 de abril de 2009

"Oh, lua de cosmos no céu estampada, permita que eu possa adormecer..."


Eu te pedi distância, pedi para que ficasse longe
Me diz, então, como te tirar dos sonhos?
Me ensina a não mais te ver enquanto durmo...
Em suas mãos trazia lírios
Em seu olhar lágrimas
E aqui dentro sobrou esta agonia de te ter por uma noite e nunca mais.




"...quem sabe de novo nessa madrugada, ela resolva aparecer."

sábado, 4 de abril de 2009

O desacordo ortográfico

Por Célia Pedroso - Portugal.



Não podíamos estar mais em desacordo. Vocês dizem "reforma" nós dizemos "acordo"; nós vamos para a "bicha" vocês vão para a "fila" e consideram "ótimo" o que, para nós, só faz sentido se for "óptimo".
De facto (fato é conjunto de vestuário de duas peças) as consoantes mudas - uma das variações que mais vamos sentir com o acordo ortográfico - fazem parte do nosso patrimônio e estão connosco desde os bancos da escola. Não surpreende por isso que uma das petições online contra o acordo ortográfico já tenha mais de 100 mil assinaturas em Portugal. Uma das mudanças mais contestadas afecta (ainda posso escrever com "c") a palavra húmido que vai perder o honrado "h".
A diversidade faz a força e é por isso que portugueses e brasileiros se entendem tão bem. Quem pediu este acordo ortográfico?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

aprendizagem...

... ou o livro dos prazeres.


A minha aprendizagem é longa e demorada.
Eu sei.

Mas já cresci muito.
Já aprendi muito.
Já vivi muito.

Preciso aos poucos ir me policiando e cessar os impulsos.
E parar de achar que o universo conspira contra mim.

Me dá medo de perder tudo e todos desse jeito.
Medos, todos.
E sempre.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Do que eu gosto... [complemento]

Argentina leva goleada de 6 x 1 da Bolívia em La Paz!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

.eternamente responsável.

Escrevi. Serena, bonito, suave, leve.
Escrevi dizendo mais do mesmo e o mesmo do mais.
Não repeti palavras já ditas e se repetisse não surtiriam efeito de qualquer maneira.
Não o efeito que eu gostaria, claro. O efeito que eu desejo e que, por mais dolorido que seja assumir tudo isso aqui, martela ainda aqui no fundo de mim.
Tenho hoje sorriso no rosto por ter tomado a atitude que achei que deveria pro bem dos meus. Pro bem dos meus três melhores sorrisos.

E, que assim, seja doce... "repito todas as manhãs..."

segunda-feira, 30 de março de 2009

Do repentino sucesso virtual.

Confesso que estou achando muito engraçado os últimos recados de mulheres de todas as idades querendo me adicionar no orkut.
Engraçado ver cada tipo estranho e cada tipo interessante.
Estranho que, do nada, umas 4 ou 5 me descobriram e vieram me dar bom dia, boa tarde ou boa noite. Algumas escrevendo em 'miguxês' avançado, daquele quase impossível de desvendar. Outras fazendo a linha cult e apelando por escrever tudo corretinho, até com a nova regra ortográfica e tudo mais.
Vamos ver até quando dura isso...


[Mas se elas soubessem que pessoalmente sou tão desinteressante... Ah, se elas soubessem!]

domingo, 29 de março de 2009

Irritando-me.


Sim, estou irritada.
Primeiro por ter de dar o braço a torcer e dizer que a Maria Rita realmente tá uma merda! Fui ao show e a desgraçada fingiu que tocou "Santa Chuva"! E tocou todos aqueles mil sambinhas que não têm a menor graça.
Depois por acreditar que uma pessoa fala tanto e age pouco. Fala demais até. Finge ser amiga até certo ponto, até o ponto em que não sou mais necessária pra suprir as carências dela. Aí, mal tenho contato. Finge que não existo e fica por isso mesmo.

Vou ali tomar uma cerveja e recuperar a gastrite perdida.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Porque sozinha sou a flor mais bonita do jardim.

terça-feira, 24 de março de 2009

(i)tudo tem sido mais belo...

Leve.
Assim me sinto ao ler tudo o que me diz.
Assim me sinto a cada mensagem de bom dia, a cada sorriso que tenho dado.
Depois de tanto caminhar por lugares escuros, vejo no azul claro a esperança que nenhum verde, nenhum castanho, nenhum negro me deu.
Seja como for.
Seja pro que for.
Passeio com passos suaves.
Caminho novos lugares.
Visito novos sonhos.
Não existem lágrimas quando te ouço.
Não existe falta de assunto, de ânimo, de verdade.
De tão parecidas, fundimo-nos em uma mesma vontade: a de estar e poder estar sempre.
E eu estou. Aqui. Sorriso. Encanto. Verdade. Vontade.

É a flor mais bonita que surgiu no meu jardim.
É flor que não tem nome ainda.
Vai além da biologia, vai além de mim, vai além.
Vem. Vou. Sou, seremos.

Pode não ser.
Mas o querer que seja não falta.
Nunca.
Por mim, por você, pra mim, pra nós.
Pra todos os sorrisos durarem tempos infinitos.


"Pintando flores a mão
Constante imaginação
Só um sorriso, pra me encantar

Pra ela é só emoção
O mundo torna canção
E basta um toque, pra me encontrar "
(Por ela estou sempre olhando - A Fabulosa Banda do Curinga)

sábado, 21 de março de 2009

Do que eu gosto...

  • Sorriso de criança;
  • sonhar acordada;
  • olhos claros;
  • viajar;
  • visitas inesperadas;
  • sms de madrugada;
  • pessoas que vão e que voltam;
  • sentir o vento no rosto ao andar de moto;
  • sonhos da Pollyanna;
  • sorvete de flocos;
  • Imaginários loucos;
  • ser acordada pelo Fred e pelo Bernardo;
  • sotaques... todos;
  • avó, tio avô, mãe, pai, irmã, irmão, família;
  • macarrão aos domingos;
  • dançar sozinha no quarto;
  • escrever coisas que ninguém nunca vai ler;
  • fotos;
  • paisagens;
  • meu sorriso;
  • scarpin com calça jeans;
  • vestidos;
  • all star;
  • ruivas;
  • cachos;
  • inteligência;
  • pessoas maduras;
  • respeito;
  • marujices no palco;
  • beijo em qualquer parte do corpo;
  • acordar mais de 8hrs da manhã;
  • jogo do Corinthians;
  • Janis Joplin gritando em 'Piece of My Heart';
  • pessoas sem preconceito;
  • achar dinheiro em roupa velha;
  • tirar a água que acumula na pia com as mãos, não com rodinhos;
  • boteco de sexta;
  • amigos, todos, reunidos em um lugar só;
  • dar o ombro a quem precisa;
  • dormir (muito) depois de chorar;
  • leitura;
  • café preto;
  • coca-cola;
  • panqueca;
  • unhas vermelhas;
  • tirar minha própria sobrancelha (embora eu não saiba fazer);
  • pele;
  • banho de chuva;
  • dormir no ônibus;
  • viajar de avião;
  • comer;
  • desenhar;
  • andar sem rumo;
  • av. Paulista;
  • animais;
  • chopp;
  • kiwi, melancia e frutas tropicais;
  • jazz, blues, rock, mpb, bossa nova, samba de raiz...;
  • chamar o garçon por vocativos motivacionais ("campeão!", "grandê!")
  • saber quem me fuça;
  • que saibam que eu fucei mesmo;
  • conhecer gente nova;
  • cortar o cabelo;
  • mandar e receber flores;
  • olhar brilhante de pessoas que eu amo;
  • escrever aqui;
  • dar 'bom dia' pra minha mãe;
  • as rugas na testa da minha irmã quando eu brigo com ela;
  • comida de vó;
  • pôr do sol em qualquer lugar do mundo;
  • ano novo;
  • roxo;
  • meu quarto;
  • tirar o esmalte das unhas com o dente;
  • jogar handball;
  • perdoar;
  • amar, amor;
  • convencer meus amigos a faltarem na faculdade pra tomar uma comigo;
  • cores: negros, brancos, amarelos, vermelhos...;
  • cócegas;
  • estourar plástico bolha;
  • arrancar meus cabelos brancos;
  • festas de criança;
  • observar as pessoas do prédio de frente a minha casa apagando as luzes lá pelas 23hrs;
  • praça;
  • ouvir que alguém tem saudades de mim;
  • dançar ao som de "Like a Prayer" ao lado do Boo;
  • filmes infantis;
  • chefe fora do escritório;
  • clowns;
  • intervenções urbanas;
  • virada cultural;
  • shows de graça;
  • iluminação de espetáculos;
  • desligar a TV;
  • desligar na cara de um operador de telemarketing;;
  • pipoca;
  • cinema sozinha;
  • tapioca;
  • ficar de pijama o domingo inteiro;
  • árvores, flores, plantas, lugares verdes;
  • óculos escuros;
  • andar de chinelo na rua;
  • teatro;
  • filhotes de qualquer espécie;
  • o bairro da Liberdade;
  • meus tucanos de pelúcia;
  • fazer listas inúteis, como essa...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Cena: sonho

Duas pessoas em uma sala de aula.
Discutindo a relação.



A- Mas eu tô entregue, tô aqui, inteira, completa, sua!

B- Eu tô fechada, aqui (põe a mão sobre o peito) não entra mais ninguém. É difícil pra mim, mas tá tudo fechado aqui. (Bate três vezes no peito).

A- Eu não entendo, eu não entendo. Tô sua, sou sua, e você diz coisas que não condizem com suas atitudes. Porque faz isso, então?

B- Eu não sei. Mesmo. Tá tudo fechado, meu peito tá fechado.



Alguém dá com o pé na porta. A porta cai. Entra Capitão Nascimento.



Cap. Nascimento- (gritando) Tá fechada:? É isso que eu tô ouvindo? Fechada? Zero dois! Zero dois, traz a doze. Traz a doze agora.



Zero dois entra com a doze nas mãos e a entrega pra Capitão Nascimento.



Cap. Nascimento- (gritando) É o peito que tá fechado, é?



Atira no peito de B.



Cap. Nascimento- (gritando e olhando pra A)- Pronto, agora tá aberto! (Sai.)






Fim da cena.

quarta-feira, 18 de março de 2009

São Paulo da garoa

Trabalho em uma área nobre de São Paulo. Vila Olímpia, onde tudo deveria ser mais bonito, afinal, aqui se situam grandes empresas, baladas das mais caras, restaurantes caríssimos e o maior fluxo de carros também.
Saio do trabalho às 18hrs. Moro do outro lado da cidade, na zona norte. E levei três belas horas pra chegar em casa. Coisa boa... Delícia... Hunf.
Não aguento isso. Tentei ir de trem... E mesmo assim, o que tinha de gente dentro dos trens. E todos ensopados, graças ao belíssimo temporal que caiu aqui ontem.

É... os contras da cidade.

Mas não troco por nada. Quer dizer, se me fizerem uma bela proposta até troco...
Mas tem que ser bela mesmo!!!
Porque apesar dos grandes pesares, da administração da cidade, da sujeira, poluição, alagamentos, engarrafamentos... Sampa é a capital da cultura, da gastronomia e do fervo. E eu adoro!

terça-feira, 17 de março de 2009

"Tu que cantas passarinho!"


"Tu que andas pelo mundo
(Sabiá!)
Tu que tanto já vôou
(Sabiá!)
Tu que cantas
Passarinho!
(Sabiá!)
Alivia a minha dor...
Tem pena d'eu
(Sabiá!)
Diz por favor
(Sabiá!)
Tu que cantas
Passarinho!
(Sabiá!)
Alivia a minha dor
(Sabiaaaaaaaá!)..."
Ontem, assistindo a um espetáculo não muito agradável, ao ouvir essa música, lembrei desse ser-passarinho...
Que tanto voa, que tem asas, que vai lá no alto, que volta, que canta cantos que fazem minha dor passar...
Esse Sabiá, Beija-flor, Tico-Tico, Bem-Te-Vi.
Que fica tão lindo lá no alto, e que faz sorrir quando pousa por perto.