quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Ho ho ho

Que seja feliz.
Que seja bonito.
Que tenha bebedeiras em família.
Que traga sorrisos.
Que traga má digestão no dia seguinte.
Que tenha tia bêbada caída no sofá.
Que tenha cachorro comendo resto de pernil.
Que seja inesquecível.
Que traga primo de roupa nova.
Que tenha brindes.
Que tragam presentes.
Que semeiem alegrias.
E que seja mais belo do que o anterior e menos belo que o próximo.


...feliz Natal.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

a falta de.


Por trás de palavras normais e sorriso no rosto, tento esconder tudo isso que me dói e que me faz não querer mais seguir.
A falta.
A falta de.
A falta de você.

Não quero encontrar palavras bonitas e/ou difíceis. Quero apenas abrir meu peito e sussurrar meu pranto, porque nem forças pra gritar eu tenho mais.
A falta.
A falta de.
A falta de você.

Logo, verei o mar... O mar... Amar... (paro por aqui esta linha para não expor-te, pois sei que não gosta disso. Então, emudeço, engulo o seu nome e guardo-o nas minhas entranhas)
A falta.
A falta de.
A falta de você.

Sem preocupações, sem achar que estou no fundo do poço. Não estou. Aqui existe apenas uma tristeza pequena diante da tamanha felicidade que já me foi causada .
A falta.
A falta de.
A falta de você.

Tenho medo de terminar determinadas coisas, prefiro vê-las escorrendo e acabando devagar, como areia dentro de uma ampulheta. Outras coisas, não termino nunca. Nunca...

E a falta de você.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ana Maria leu "O Segredo"

Depois de todo esse fuzuê sobre a morte do ex-policial, ex-marido da Susana Vieira e ex-vivo (ops!), eu começo a acreditar que "O Segredo" realmente funciona. E mais, acredito também que Ana Maria Braga o leu e soube muito bem como aplicar tudo que aprendeu. Sim, as palavras têm poder, né não?
Depois de tê-lo xingado de tudoquénome e dizer que seria melhor que o dito-cujo sumisse da face da Terra, eis que Marcelo Silva morreu!!! Desapareceu da face da Terra, exatamente como ela disse que ele deveria fazer!
Fato que ele será lembrado pela Sonia Abrão até as férias de julho... Ou até alguém um tanto mais interessante e de mais fama não morrer.... Ou até algum outro sequestrador resolver atendê-la ao telefone... Enfim, não era sobre isso que eu queria falar, era somente sobre o fato de que "O Segredo" realmente funciona, minha gente!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ano terminando...



Sabe o que é um saco? Chega essa época do ano e todo mundo acha que tudo muda a partir do dia que o ano muda. Muda porra nenhuma!
Dia primeiro você vai estar de ressaca, não vai lembrar direito o que fez na madrugada ou quem fez na madrugada. Mas chega dia dois de janeiro e você vai continuar naquela merda de empreguinho ridículo, sua família não terá virado a mais legal do mundo, você ainda estará solteiro(a), procurando alguém ou ainda estará de saco cheio do (a) namorado (a) do seu lado. E, no ano que vem, você vai partir outros corações, pisará em outras pessoas, andará sem rumo, ficará apaixonado (a) por alguém que não merece, sonhará em ser feliz, irá chorar ouvindo as mesmas velhas músicas de fossa. E as pessoas? As pessoas continuarão a não se importar com as outras e/ou com o meio ambiente, vão continuar abandonado crianças em lixos, largando cachorros nas ruas, bebendo e dirigindo.
A mudança é um lento processo de transformação. As coisas vão acontecendo com o tempo, desde que se queria mudar! Porque se não quiser, chega dois mil e nove,dois mil e dez, dois mil e vinte e sete... E nada vai mudar. A mudança tá dentro, no interior e não em algum espaço de tempo.
Sim, essas acomodações me irritam. Me irrita ver pessoas paradas, sem se mexer e esperando o ano passar pra começar a agir. Gente, a vida é agora, num é ano que vem, não, caralho! Ainda temos duas semanas em 2008 pra fazê-las as melhores de uma vida inteira. Ainda temos o dia de amanhã pra ser mais lindo que todos os outros. E fazer do hoje raro e mais bonito! Então, pare de pensar em "ano que vem". Sem fazer listinhas do que quer mudar ano que vem. A mudança tem que começar já. Ela não vai acontecer depois de uma queima de fogos cheia de gente com roupas brancas vendo especial de virada de ano com Ivete Sangalo e cia... Mas não mesmo!
E como diria meu caro amigo Marco Bianchi: "Tá compreendido?"

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

De dormir acompanhada e/ou não me convidem para o japonês

Há anos durmo com minha irmã no mesmo quarto. Eis que já não me sinto acompanhada quando a companhia de quarto é ela. Não, ela não vai ficar brava, ela já sabe disso.
Mas sábado, dormi acompanhada, de verdade. Dormi de conchinha, de frente, de lado, bunda-com-bunda... Dormi bem. E dormi cheia de nabos e cenouras ralados e sanduiche de monte-de-coisa que a vermelha mais brilhante do mundo fez pra mim. Dormi pós palavras cruzadas com a impronunciável, dormi feliz, contente...
Dormi depois do rodízio de comida japonesa. É. Eu fui. Eu sentie à mesa e a única coisa que eu sabia fazer era rir de tudo aquilo. Não, eu não gosto de nada de comida japonesa. Não gosto de guioza, missushiro e aquela coisa toda. Mas a companhia era tão perfeita que eu mal me importei com aquele monte de gororoba nos pratos à minha frente. Definitivamente, eu não gosto. MAs estar na Vila Madalena, com pessoas maravilhosas e depois ter uma noite repleta de risos e sorrisos faz o sushi ficar do tamanho de um grão de arroz. (Que aliás, também não comi... O arroz... Do temaki... enfim...)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

um ano...


Eu me lembro.
Foi há mais ou menos um ano... Foi nessa época, mesmo. Eu me lembro.
O primeiro recado dizia: bitoca de bom dia. Assm. Bonitinho. E mais nada. Respondi então... Logo depois, eu não podia mais deixar recados. Então, eu adicionei, ela me rejeitou e ela me adicionou.
Começamos a nos falar todos os dias e eu já não conseguia ir dormir sem trocar palavras com ela. Eu não conseguia... Era dia após dias.
Começaram as ligações, também. O som daquela voz que acariciava os meus ouvidos, o quanto eu já havia me encantado por tudo aquilo, por todas as palavras, pelo jeito único de ser...
Eu fui. Ela veio. Eu fui...
Amor. O que era encantamento, passou a ser amor. Amor do mais bonito, pra vida toda, pra sonhar, pra fazer planos, pra sorrir, pra chorar, amor que dói de tão imenso, amor que faz acreditar, amor mais forte do que tudo. Coração saltitava e saltita ao ouvir alguém pronunciar aquele nome. As borboletas que sempre despertam. Os sonhos que nunca morreram. As vontades, as loucas vontades de tê-la por perto.
Hoje, tenho histórias pra rir, tenho canções pra lembrá-la, tenho poemas que me fazem vivê-la, tenho filmes pra assistir e a enxergar na tela, tenho o maior amor que já tive na vida, tenho a ponte Rio-São Paulo como meta, tenho o sonho de realmente viver tudo o que planejamos...
E eu, eu realmente estou serena quando digo tudo isso. São coisas minhas, não te cobrarei nada. Eu me cobro. Somente me cobro. Porque, pra mim, será a última tentativa. E quero te fazer minha novamente. E sonho com isso.
Se não der certo? Não penso que não possa dar certo... Mas se não der, vou poder dizer que vivi o maior amor do mundo em 2008, que conheci a pessoa mais especial, que algo aqui dentro nunca vai morrer, que aprendi demais com todos os altos e baixos, que sou hoje uma mulher e não mais menina, porque eu te tive... E, pra sorrir ainda mais nesse resto de ano, eu tenho de tentar. Pontofinal.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Dando pequenos passos.

Um de cada vez...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O violão encantado

Encantou-me.
Não só o violão.
As mãos que o tocavam.
A moça e seus cabelos ao vento.

E um "trem" surgiu esquisito aqui dentro.
Sentindo a falta daquilo que ficou nos olhares trocados.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Etílicos-amelísticos

Posso sentar num bar qualquer, pela região da Augusta, Frei Caneca e afins. Posso sentar e conversar por horas com pessoas que nunca me viram antes. Olhar nos olhos, trocar abraços, carinhos, afagos, sorrisos. Olhar no olho de um, até então, desconhecido e sentir confiança nele. Estranho... Ou não. Sair de braços dados, abraçada, com olhar de canto de olho, acreditando que, sim, ali nasceu um algo, uma flor brotou depois de dois anos apenas digitando, fuçando perfis (vidas criadas para agradar), sentir pessoas calorosas, ver pessoas saltitando e me sentir feliz, depois da timidez inicial. Os sonhos colocados ali na mesa. O grito de : "A Nathalia é das nossas!". A Heineken, os Doritos, as batatas, o pedaço de maçã, uma tal de Saga de 400 anos de história, as fotos, os L's, os corações unidos ali. Nomes, muitos. Nomes que antes eram nicknames. Sensação incrível e indizível. A mesa do bar ia ficando pequena perto da vontade de conhecer um a um mais profundamente, conhecer o que os corações tanto gritavam, as idéias em comum e as tantas divergências de iéias e ideais.
Mas ali, naqueles momentos, eu pude me ser. Eu pude. Sem medo algum de julgamentos. eles ouviram minhas histórias, conheceram um tanto da minha vida. E eu... eu conheci corações maravilhosos.
Sábado, 29 de novembro de 2008.