sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Temptation - Moby

Heaven
A gateway to hope
Just like a feeling
I need, it's no joke

And though it hurts me
To see you this way
They traded by words
I'd never heard
To hard to say them

Up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul as I to go home
[2x]

Oh it's the last time, it's the last time
Oh it's the last time, it's the last time

Each way I turn
I know I'll always try
To break the circle
That has been placed round me

From time to time
I find our lost
Semeaning
That was urgent

To myself
I don't believe

Oh, up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul as I go home
[2x]

Oh it's the last time, it's the last time
Oh it's the last time, it's the last time

And I have never met anyone quite like you before
And I've never met anyone quite like you before
[2x]

And I've never met anyone quite like you before
Oh, up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone, to find my soul as I go home

And I've never met anyone quite like you before
Oh, up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone, to find my soul as I go home

Up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul as I go home
[2x]


Porque voltar a ensaiar o Quixote me faz sonhar novamente...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Só falta o nariz vermelho.


Post especial pra grandalhona desengonçada, perdida no mundo de Lóris (ainda, ainda), que me chama de gay só porque "romanticos são poucos e loucos desvairados.", que tem os sonhos mais insanos que eu já tive notícias, que vai pra São Tomé e dá uma de tarzan, que bebe e fala: "eu gosto de você, Dezoti. Sabe porque?" e dá a explicação mais fofa que já ouvi, que vai até a fila do show do Zeca Balero só pra rir de mim porque eu realmente não conseguiria entrar, que queria abraçar o Joca só pra falar que tinha cachorro (e agora ela tem mesmo!), que dividiu comigo o sonho de ser Clarice no primeiro ano de faculdade, que trabalhou com meu pai, que dormiu horrores na minha casa ano passado, esse ano (ahahaha), que me liga do seu Oi e diz: "nhá! Gasta seus créditos da Oi comigo?", que me levou ao Morrison e lá viu a cobra do Butantã, que viu o Gregor nascer, acordar metamorfoseado num inseto, que roubou Babenko em troca de um pirulito com a foto do dito-cujo, que ficava vermelha nas aulas de comunicação, que fala: "você tem é medo, Dezoti! É isso!" e eu me calo, que mora lá na aldeia dos Teotônio, que trabalha só meio período e me mata de inveja, que faltou na aula, mas foi até a faculdade só pra levar um CD que eu havia pedido pra uma apresentação, que joga Guitar Hero como ninguém, que disse ter desistido do teatro e depois deu pra trás, que divide noites de bebedeira e boemia, que dizia que o Clov subiu a escada-ada-ada, que faz dos meus dias diferentes, que me mandou tomar no cu sério uma vez e no dia seguinte as duas bobonas com cara de cu se pediram todas as desculpas do mundo, que tem o all star mais legal ever, que vai comigo pro Rio no ano novo, que vai à Bienal e dá comida pro careca, que tira foto de mim escorregando no tobogã, que está com meus filmes, livro e blusa e que sempre esquece de me devolver, que vai ganhar uma camiseta da Amélie porque ficou grande em mim...
Post pra ela ver que eu tô é muito macho! E pra ela ver que eu a amo! (Pronto, virei viadinha de novo!)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Último suspiro




O último respiro.
O último suspiro.

E as mãos atadas.

Não sabes ser alvo do meu amor?
Tenho, então, de aprender a não amar-te.
E de que jeito eu não amaria tão belos olhos e tão belos cachos?
Qual a maneira de não amar seus sorrisos e as lembranças das mãos passeando pelo meu corpo, descobrindo minhas curvas?
E qual o sentido de meus sorrisos quando não tenho mais sua voz respondendo aos meus apelos?

O último respiro.
O último de tantos últimos que já vieram e de outros que ainda virão.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Das tais penas

É minha dor. É minha...
Não quero nem preciso da tua pena
Cheguei até a pensar no porque dessa pena:
Por eu me entregar sem medo?
Por não remoer o passado e querer viver o novo?
Por não ficar parada pensando no que poderia ser e sim agir?
Por me permitir correr riscos?
Por não querer a segurança de um sentimento já adormecido e tentar um novo?
Por ter a certeza de não me arrepender por não ter tentado?

E não vi nenhum motivo para pena.
Então, junto tuas penas e faço asas.
Viro anjo, arcanjo, beija-flor, querubim.
E vôo para bem longe desse teu penar.

ser criança

Quando eu crescer, vou ter uma caixa de gargalhadas. Pra quando essa angústia invadir, eu abrir e ficar tudo bem.
Quando eu crescer, vou ter nervos de aço e coração de pedra. Pra conseguir suportar as feridas que não cicatrizam.
Quando eu crescer, vou ter um monte de tinta colorida. Pra deixar meu dia colorido quando o cinza tomar conta.

Crescer... Quando isso vai acontecer?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Adélia Prado

Conheci Adélia Prado há uns dois anos através de dois amigos que fizeram uma montagem teatral com trechos de poemas dela. E fiquei fascinada. Em especial, por esse poema:


Com licença poética


Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade da alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável.
Eu sou.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ao moço careca da Bienal.

Não sei de onde o sr. é e na verdade eu nem me importo. O que eu vi foi uma careca e dois buracos sem alargador nas orelhas.
Mas, o que eu vi ao seu lado... Bom... O sr.. está no Brasil, o sr. sabe? Aqui, sobreviver do que as pessoas dão não é forma de arte, é muitas vezes o único modo de sobreviver.
Me desculpe se estou sendo incoerente, se não entendi seu propósito (que o sr. poderia me explicar, né?), mas isso não é arte. Não me venha dizer que é contemporâneo, alternativo ou que tenha algum ismo pra identificar isso que o sr. está fazendo. Eu realmente não me importo. Eu só gostaria de saber... Aquele monte de coisa que o sr ganhou... O sr. vai usar? Ou vai sair daqui cheio de lembrancinhas ganhadas? O sr. poderia fazer uma doação. Ali, próximo ao Ibirapuera, existem famílias que saem nas ruas "catando" papelão, latinha e todo esse tipo de coisa pra poder vender e tirar uma grana. Elas ficariam felizes com metade do que o sr. ganhou.
Não sou assistente social e nem almejo isso. Eu apenas não enxergo isso que o sr. está fazendo como arte.

Atenciosamente,
Nathalia Dezoti

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Bienal do vazio.





Senhores espectadores, se quiserem ver realmente o vazio, basta olharem para mim. Aqui dentro está vazio. Não é necessário um pavilhão para mostrar o vazio. Agradeço a presença de todos e tenham um bom dia.


Natália Campos de gola vermelha ergue a mão e diz:
-Eu tô triste.

bi.anal.vazio

Sem sentido. Se sentindo.

Voltas e voltas no tobogã.
A queda nem sempre no que é macio.

Mérde.

-Será esse o tal do vazio?
-Esse o que?
-Esse... esse... não sei o que.
-...
.sobra tanto (tanto, tanto, tanto) espaço dentro do abraço.

domingo, 9 de novembro de 2008

Ato único.




Local: Pode ser na av. Paulista ou em qualquer outra grande avenida de uma grande cidade. Numa noite de frio, mas não tão frio. Um frio agradável.

Duas mulheres andam e conversam sobre política.
Falam sobre candidatos à prefeitura.

M1: Ah, é tanta gente, tanto candidato que a gente fica confusa...
M2: É, eu já tenho a minha candidata.
M1: Ah, num gosto de falar de política, vamos mudar de assunto.
M2: Ok, quer falar sobre o que?
M1: Foda é que só vem política na minha cabeça, só jingles de candidatos, só essa coisa toda... E eu não consigo mudar, falar de outra coisa...
(M2 dá um selinho na boca de M1)
M2: Pronto, agora fala de outra coisa.
M1 (transtornada): É... é... Porra, agora é difícil falar de qualquer outra coisa... Eu... eu... (para de andar)
M2: Vamos, anda... A gente tá quase chegando.
M1: Peraí.
(M1 e M2 se abraçam... Olham-se nos olhos. Sentem o coração uma da outra saltitar. Encaram-se. Apertam-se. As pessoas que passam na rua nem olham. Ou elas não percebem que olham. É o momento delas. Ali, único, seguro. Onde elas estão completamente entregues. E se beijam. Beijo de filme, cinematográfico, coisa bonita. Sentem uma alegria tremenda naquele beijo... Sim, clichê. Essa cena é pra ser clichê, tem que ser clichê. Porque clichê é bonito.)

FIM.



[pode ser uma cena. pode ter acontecido. pode nunca ter sido escrito. pode nunca mais ser lembrado. pode ser o beijo mais lindo que já viram. pode não ser nada. pode.]

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Prop 8




E tinha sido uma conquista!
Até tirarem isso de nós.
Chegou o dia da votação. (E votação nos EUA é bem complicada, como sabemos.)
E o resultado é esse:

"Com 99,5% das urnas apuradas, a Proposta 8 que pedia o 'Sim' à emenda para proibir os casamentos gays na Califórnia tinha 52,5% dos votos, contra 47,5% do 'Não'."

E agora, Califórnia?
O que fazer com seus 18.000 casais homossexuais que já se casaram?
O que fazer?

Será que Obama dá jeito?

Enfim... O que sei é que ocorreram diversas manifestações e todos aguardam pra saber se realmente o preconceito vai vencer ou se teremos esse direito (que já havia sido conquistado) preservados.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Alice...



O País das Maravilhas não existe e o Cazuza estava enganado quando dizia que existia a sorte do amor tranquilo. Não existe. Isso é mais que fato.
Ok, não sou a pessoa mais experiente do mundo, mas nesses poucos 23 anos, eu pude notar isso. A gente sempre faz cagada, sempre tem algo onde devemos mudar, sempre queremos que o outro seja de um jeito que não é. Algumas mudanças, realmente acontecem com o passar do tempo da relação. Outras só acontecem quando já é tarde demais. E faz com que as pessoas pensem e reflitam sobre si mesmas. Se fez bem ou não mudar e se a mudança ocorreu apenas por outra pessoa ou porque precisava mesmo mudar em algo.
O ponto é que não se tem paz. Não existe relação totalmente pacífica, não existe. Eu vejo isso nos 27 anos de casados dos meus pais, fora os outro 4 de namoro.
Quem é que queremos enganar? Alguém me diz que nunca teve um desentendimento, uma crise, qualquer coisa por qualquer motivo que seja.
É fato que a maioria das relações são 'apimentadas' por brigas, por crises, por essas coisinhas que todo mundo tem dentro de si.
Uma ex professora de interpretação dizia que todos nós temos 'pessoinhas' dentro da gente. Essas pessoinhas são nosso egoísmo, nossa vontade de que as coisas sejam do nosso jeito e que não respeitam as vontades alheias. E como tem de monte essas pessoinhas nas relações, em geral. É utopia demais querer acreditar que tudo será lindo o tempo todo.
Mas em todas as relações também existe algo que supera tudo isso. Algo muito maior, muito mais forte e muito, mas muito mais bonito e que não deixa com que as coisas pequenas influenciem tanto assim na relação: é o tal do amor. Aquele que faz as 'pessoinhas' serem insignificantes, que fazem tudo parecer mínimo. O amor que é além, que perdoa, que esquece, que faz com que tudo fique lindo novamente.
Não, não é papo de menininha arrependida. É o meu olhar racional falando um pouco mais alto, pelo menos uma vez. É a certeza de que não é só comigo que acontecem certas coisas.
E é no amor que eu acredito. Mais do que nas estastísticas das relações. Muito, mas muito mais

terça-feira, 4 de novembro de 2008

.da alma.

Ah, dona Maria Fernanda.
Me dá bronca quando faço cagadas, me abraça quando preciso de abraço e se faz a mais presente, mesmo na distância.

Ah, dona Maria Fernanda!!!