terça-feira, 30 de setembro de 2008

Parte 1 - lenda urbana e Parte 2 - O meu erro.



E sábado, foi a confirmação de que a rivalidade entra paulistas e cariocas é realmente lenda urbana. Bom, na verdade, eu nem precisava de confirmações. Eu sei que essa rivalidade é mito... Pelo menos, pra mim, sempre foi. Não passa de uma grande inverdade.
No sábado conheci a Bia, amiga da Polly, carioca gente boa pacaralho, assim como todas as outras que eu conheço.
A Bia bateu cabeça com a gente na balada rock n' roll, ouviu a Pollyanna se declarar trezentas e noventa e oito vezes pra cada uma de nós (A Inara tava junto). Observou os momentos Monange. Gargalhou do camundongo aventureiro.
E, caralho, foi bom demais. Foi bom sair com a Polly pra uma baladinha depois do dia todo em um churrasco com a Marcella, foi bom ouvir todas as piadas da Inara. Piadas que nos deixavam até sem ar de tão engraçado que é esse ser. E foi bom ter realmente a confirmação de que o sotaque carioca é lindo. Sim, eu piro, eu viajo, eu babo...
O único problema é a nostalgia que esse sotaque me traz. Vem uma saudade gostosa daquele sotaque dizendo coisas meigas no meu ouvido, do sorriso-de-canto-de-boca que aquela voz cacheada e somente aquela, com aquele sotaque e aquele jeito de falar, consegue me causar.
E é aí que entra a parte dois. A parte do "não quero lembrar que eu erro também". Eu erro, sei, eu assumo, eu me arrependo, eu me desculpo e eu não sei guardar pra mim. E acho que não preciso ficar guardando nada.O probelma é, apenas, o modo como solto as coisas e deixo tudo esquisito. E não só pra mim.
E me dá medo. De novo e sempre. O medo de perder justamente o sotaque que me faz bem e que me faz sorrir. E sei que tantas e tantas palavras não vão fazer mudar nada agora. É hora de atitude. E, sim, eu vou mudar. Porque eu não quero mais me arriscar a perder as melhores coisas por erros meus. E ponto.
E, se o Rio de Janeiro continua lindo, eu não sei. Mas vou lá conferir! E logo!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pensando em fugir...


De mim, daqui, de perto do que sou.
E, só pra não perder a deixa, é pra lá que eu vou:


Se alguém quiser, dou carona. Bora?

domingo, 28 de setembro de 2008

A ciumenta

Eu poderia começar a escrever em terceira pessoa. Aquele velho truque para não se expor. Mas não, de truque, para mim, isso não tem nada. Tão fácil saber sobre o que estou falando ou o que estou sentindo.
E, agora, nesse exato momento, sinto um ciúme desgraçado. É, sinto. Não vou mentir, não vou fingir. E isso faz um mal do caralho pra mim. Fico aqui, feio tola, pensando em coisas que nem deveriam passar pela minha cabeça.
É uma merda. É tudo uma grande merda. Essas coisas que eu mesma vou criando e que vai me deixando, aos poucos, tão pra baixo, tão esquisita, me sentindo esquisita.
Mas eu não sei ser diferente, não sei sentir diferente.
Porque é amor. E é tanto amor...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ah, eu sou brega!

Eu adoro ouvir um "Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar..." Danço, me acabo, saio suada!
Sou fã de Cauby que depois de tanto botox e paralisia facial, ainda canta e se acha pacaralho!!!
Canto pelos cantos um monte do Tim Maia, ouviria fácil no meu carro (se eu tivesse um) com o vidro aberto e cantando aos quatro ventos "Vale, vale tudo, vale o que vieeer, vale o que quiseeeer!".
Fábio Jr, então. Me jogo ouvindo junto com minha mãe e minha tia. Chega época de fim de ano, as festas de família e a gente arrasa no videokê. Cantando desde Fabião até Tetê Espíndola. Até porque, Tetê é clássico de videokê. Não dá pra pegar o microfone e não dar aquele grito no máximo do agufo, falsete ou o que for pra seguir "você pra mim foi o soooooooool".
Mas tem que ser brega bom! Brega 'roots'.
Porque Gretchen não é engolível. Em nenhum sentido!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dor de cabeça.

"Fica quieto e ouve ou lê, você deve estar cheio de vibrações adeliopradianas e, portanto, todo atento aos pequenos mistérios."
(Caio. Sempre.)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

"Para Uma Avenca Partindo"

“… deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente…”
(C.F.A.)

Arranquei telhados, telhas, tetos, muros. E você continuou crescendo.
E tem hoje a forma das mais belas flores primaveris.
E tem hoje o perfume que me faz sorrir. E me tens. Inteira, completa, intensa.
Sua.
E mais nada.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sol saindo, enfim. Óculos escuros. Capotando no busão. Quase babando no ombro da senhora ao meu lado. Cobrador sem troco, bilhete único sem carga. "Na hora que a senhorita descer, pega o troco comigo"
Dia tão comum. Não fosse a merda do ônibus encrencar no meio da Av. Tiradentes com aquele trânsito paulistano das 7h15 da manhã... O humor de quem descansou horrores no fim de semana e não tirou o nariz pra fora de casa não se alterou quase nada.
Até chegar aquele ser, esbarrar em mim e derrubar a minha deliciosa marmita. Marmita de segunda é a melhor do mundo. É o resto da macarronada do domingo, é a mais saborosa da semana inteira.
E aquele filho da puta derrubou a minha deliciosa marmita!!! E eu serei obrigada a comer qualquer merda de qualquer cozinha que não a da minha casa, que não a comida que foi cozinhada pelas hábeis mãos da minha mãe.

Ah, como eu adoro uma segunda-feira primaveril com pássaros cantando, flores brotando e senhores derrubando a minha comida!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Hamlet

É desafio.
Nunca gostei de Shakespeare.("Oh, ela trabalha com teatro e não gosta de Shakespeare!!!! ") Nunca gostei de trabalhar com textos dele. Sim, o cara mandava bem, eu reconheço. Sei que tenho que conhecer mais pra julgar... Mas eu realmente, gosto pouco dos textos que li dele.
Pois eis que surge o convite pra trabalhar com Hamlet.
Há duas semanas tenho lido Hamlet, tenho observado com outros olhos, apesar de não gostar (mesmo) do final...(aguardando xingamento do René).
Po... Eu achei meio... Sei lá... Dramalhão.
A história toda é bacana. O desenrolar, achei bom. De verdade. Mas chegou no fim e eu brochei total...
Enfim... "Apesar de" to curtindo o trabalho. O experimento. A experiência.
Eu gosto das montagens do René. Eu gosto do olhar contemporâneo, das luzes, dos movimentos, das imagens.
Tenho gostado bastante das imagens criadas pelos atores. Estamos caminhando. E eu estou gostando e acompanhando junto com eles passo a passo.
Sorrio por estar com eles. É, eu gosto. Eu gosto das pessoas, das conversas, das piadas, das risadas.
E gosto do Renezão. (mas prefiro com barba!)
E gosto de estar com os Imaginários. E vamos realizando...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Tire as mãos! (e o olho gordo também)

Protejo e guardo.
Não numa redoma de vidro, mas aqui, dentro de mim.
Pra que ninguém possa machucar. Pra que ninguém possa fazer doer.
Já nos doemos demais.
Ninguém mais (de fora) deve mexer aqui, no que é nosso.
Não, eu não deixo ninguém mexer no que é meu, seu, nosso e tá guardado.
Desde ontem e para sempre

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ensolarada.


Olhei pro alto e vi o céu abrir sorriso.
Enfim, ele sorri pra mim. Por entre as folhas das árvores, por trás dos prédios. É tudo sorriso.
É quase uma gargalhada sem fim.
O céu se abre e gargalha pra mim...
Mostro a ele que também sei sorrir.
Eu, os pássaros, meus passos leves.
Caminhamos e sorrimos.
Cantam meus passos o mesmo som saído dos bicos dos pássaros.
E eu, eu gargalho junto com o céu.
A leveza, o parecer nuvem passageira, me faz gargalhar.
Não nuvem de tempestade, não sou chuva e nem estou tempestiva.

"Porque até no capim vagabundo há desejo de sol"*

E se me rio, me faço bem.
E esse sorriso que vai surgindo é aquele sorriso bobo que há tempos não voltava.
Sorriso de céu.
Sorriso só seu.
Sorriso de aprovação.
Sorriso sacana até.
Sacana como o sorriso lá em cima que me acompanha.
E segue por hoje e daqui pra frente.


*Clarice Lispector

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

áspera e desesperançada.

Sou.
Some a isso um tanto de ciúme e possessividade e me terás, assim, fórmula pronta. Não sou surpresa, sou previsível. Muitas das vezes digo frases que já imaginavam que sairiam de mim. Muitas vezes.
Sou saudade também. Nostalgia, lembrança. Gosto do gosto de lembrar, gosto de lamber os dias felizes, mas também remôo as dores e sinto na saliva o gosto salgado das lágrimas já passadas.
Um tanto comédia. Comédia como máscara, pra esconder o meu drama. Piadas vomitadas sempre pra fingir que tudo tem sentido, quando mal sei o sentido que estou caminhando.
Sou dor, na maioria das vezes. Tudo me dói com uma profundidade... Caio no poço e levo tempos pra voltar pra cima. Sou dramática, mesmo. Faço de tudo dor. Ou fazem e jogam a dor pronta nas minhas mãos, sabem que eu, como ninguém, irei mexer, mexer até se fazer pó essa dor. Sim, uma hora ela acaba. E nasce outra, e vem outra e, porque não, eu crio outra.
Sei amar, também. Me entrego, me jogo, vou, pulo, me lanço. Não tenho medo, não. Me sinto fraca, na maioria das vezes, mas sempre me jogo. Algo lá embaixo ainda me sustenta, algo que não sei o que é.
E sei ser paciente. Espero três horas, dois dias, meses, se for preciso e precioso. Eu espero. Não tenho muito o que fazer. Já fui muito atrás, hoje aprendi a ficar quieta e esperar. O que tiver de ser será.
Ou não...
Me chacoalhe, balance, remonte. Isso tudo não muda nunca. É minha essência, é o que sei ser. E se não for assim, de fato, não serei eu.
Não, não... Será outra.
Existem trechos de mim que nem eu conheço ainda. Ou que não reconheço. Desvende-os. São seus. Estou sua e nas suas mãos. Sempre estou. Nada muda isso. Estou sempre nas mãos de. A espera de. E sorrindo para.
Sorrio. Porque é a parte de mim mais bonita. Os dentes que me orgulho de conservar branquinhos. E, sempre que possível, os mostro.
Nem que seja como escudo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A rosa não fala




Ela grita a tua presença!!!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Quixoteando...

Assim... Acabou esta temporada. Acabou um ciclo. Uma coisa linda que eu realmente me orgulho de ter participado. Mesmo que não do início.
Saio com experiências e vivências novas e marcantes. Do 'boa noite, o René tá aí?' tímido no primeiro dia, às gargalhadas e piadas dos últimos. Pedaços de pessoas ficam em mim. Eu carrego um pedacinho de cada pessoa que ali esteve comigo. Sim, eu estava inteira ali. Cada sorriso, cada gracinha... era tudo inteiro, completo, eu.
Sim, fiquei feliz. E fiquei mais feliz ainda por ter me permitido (e pelo René ter permitido também, claro!) assistir a pelo menos uma das apresentações dessa temporada. Eu chorei. Eu me vi. Eu me emocionei e fiquei arrepiada. Da história que fazia tanto e tanto sentido...
Eu quero mais. Eu quero... Mais coca-light derramada no palco, mais lágrimas de emoção, mais fogazza, mais risadas, mais e mais e mais e mais!!!
Foi bom pacaraleo!!!
Lembro de ter vagado pelos teus corredores esta noite. Passeava de olhos fechados por tuas portas, janelas. Sentia o cheiro de café forte que exalava pelos teus cômodos .Sorria-te com sorriso de felicidade.
As pernas perdiam o rumo diante da imensidão que parava a minha frente. Os olhos brilhando, como não brilhavam há tempos.