quarta-feira, 27 de agosto de 2008

do dia.



Dia colorido.
Sorriso colorido.


Apenas uma preocupação.
Me preocupo em regar as flores pra que elas cresçam belas e apenas sejam.
Não penso, apenas ajo.
E rego.

sábado, 23 de agosto de 2008

parênteses

[parêntesesgrandes]Nostalgia me toma hoje e grito Los Hermanos pelos cantos. Por todos eles. Pelos meus poros saem versos. 'e fazer do teu sorriso um abrigo'. Muitas e tantas coisas me voltam à memória e um sorriso se abre pelo que foi bom e foi vivido com intensidade de um mergulho em águas revoltas. Muito me debati, muito me feri, mas muito fui feliz. Por ter conseguido mergulhar e, mais feliz ainda, por sair de dentro do mergulho com forças pra respirar e me aprontar pro próximo mergulho. 'que explique a minha paz...' Percebo o quanto é bonito o sentimento de perdoar, ou do pós-perdão. O quanto me fez bem saber que aqui não tem mágoa, não tem rancor, não tem ódio. Nada disso, resta apenas as lembranças e, sim, as saudades dos belos e bons momentos que se passaram e que me fizeram crescer e abrir passagem para os novos belos e bons momentos e as belas novas histórias que me fazem sorrir e ser maior do que eu fui um dia. 'tristeza nunca mais'. Porque se a palavra era amor, dificilmente ela se transmuta para alguma outra de sentido tão oposto. Dificilmente.[/parentesesggrandes]

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Papo sério.

Eu:-Porque você não colocou na trilha "Fool on the Hill" na versão da Gal?
René:-É, aí eu colocava Cassia Eller, Simone, Ana Carolina...
Eu:-...Angela Rorô, Zélia Duncan, Adriana Calcanhoto.
René:-E o espetáculo se chamaria "Quixota".

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

s.u.r.t.a.d.a

1, 2, 3... testando!
Testanto!
Ssssssom!
Ssssssssssoooom!
Pode falar?

Ok. Ok...
Cof... cof...
Assim, é a primeira vez que eu falo em público e eu to nervosa. Minha voz tá tremelicando, sabe? Eu to tonta, acho que minha pressão caiu. Pressão cai fácil, né? Poxa... É calor, cai a pressão, é frio, cai a pressão. Eu num sei como acontece isso, não. Coisa de doido!
Mas eu vim aqui, não falar de pressão, mas de depressão. É, vim dar meu relato aberto, assim, ao público.
Dia desses, eu tava numa livraria, na verdade devia ser chamada de revistaria, porque eu vi lá mais revista que livros. Mas assim, tinha uma revista de uma entrevitsa com uma mulher famosa aí, Fernanda num sei do que. Aquela que fez... Fez ou escreveu, num lembro... Os Normais. E ela dizia que hoje em dia, nos tempos modernos, quem num tem depressão é que é esquisito.
Tá, eu fiquei ali pensando um pouco sobre aquilo. Na verdade, refletindo (refletir é mais chique que pensar). Aí, eu achei que até que ela tá certa, sabe? Acho que esses psicólogos nunca faturaram tanto quanto nos dias atuais. E os remédios nunca foram tão karatekas assim... (Acho essa alusão ótima pra falar sbre tarja preta... hehehe). Né? Olha só, aqui, nesse auditório lotado, com esse microfone falhando (inferno!) eu olhei na cara de cada um enquanto eu dizia o que li na revista e se eu vi duas pessoas que não fizeram 'sim' com a cabeça é muito.
É, gente... É normal. Amor te largou? Depressão. Perdeu o emprego? Depressão. Se desiludiu com seu grande sonho? Depressão, depressão, depressão. Ter depressão tá tão comum quanto queda de pressão... (Depressão - de pressão... hã? hã?...hehehe).
Na verdade, olhando bem, isso aqui nem se parece com um auditório e não sei porque é que tem gente me olhando. Na verdade, eu to é me sentindo um bagaço de tão sozinha. Na verdade comparar vocês que passam, a um público que me assiste é péssimo. Comparar os restos da banca de jornal a uma livraria é pior. Comparar essa merda dessa coxa de frango com um microfone me faz sentir o que eu realmente sou: só.
Só, aqui embaixo desse poste que nem luz acende mais (já acho que nem o poste vai com a minha cara), olhando esse monte de carro passar, sonhando com a volta pra casa - se eu ainda tiver um lugar que eu possa chamar de casa. Estou só há três dias. Desde o dia que ele me deixou e jogou na minha cara que nunca me amou. E isso me faz pensar, ou melhor, refletir, que eu estive só durante um bom tempo da minha vida. Eu é que não queria ver. Eu é que estive cega. Eu é que... me enganei.
E, sim... Isso, sim, pode ser chamado de depressão. E é aí, que, enfim, meu sorriso se abre. Porque? Porque eu olho pra sua cara, é pra sua que passa na minha frente e ignora o que eu digo, e vejo que você também tem essa tal de depressão. Seja qual for o motivo. Eu estou sozinha com a minha dor, ela é unicamente minha, mas não estou só no mundo! Ahahahaha... AHhahahahaha... Ahahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahaha....
(Continua andando pela rua e gargalhando, atravessa a av. São João e vai dando passadas pesadas e largas... Até perder-se da vista dos poucos que a observavam...)

domingo, 10 de agosto de 2008

Sugestões para atravessar agosto

Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.
Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros augúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos. Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos - ou precauções-úteis a todos.
O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade...Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo ZAP!): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas - coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco:.

Caio Fernando Abreu
(Sempre Caio)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

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Eu detesto isso...

Zica.

E o que mais agora?
Vai cair um cometa na minha cabeça, um cachorro vai mijar em mim, vou ser atropelada por um caminhão de gás,vou pegar a Marlene Mattos?
Porque é só o que falta, mesmo...

sábado, 2 de agosto de 2008

Sábado de sol...

... Não aluguei caminhão nenhum. Apenas amanheci sorrindo depois de uma noite esquisita, depois de algo inusitado, depois de 'isso nunca me aconteceu antes'...
Piadas à parte...

Sábado de reflexões, de pensar no hoje e no amanhã e de ter algumas certezas, de algumas coisas ficarem bem claras.
E, assim, com a clareza que tenho, é que te dôo a minha, a sua aprendizagem.