quinta-feira, 31 de julho de 2008

da noite mal dormida

Acordar do sonho que é tão real.
Acordar e perceber que era apenas mais um sonho daqueles tantos qe ando tendo.
Lembrar de detalhes de manhã, ao levantar. Pensar no quanto é imenso o desejo do sonho ser real.
Lembrar cada detalhe dos cachos, da voz, dos sorrisos, do modo como me beijava, da fuga do que é real e me amedronta.
4:52 - despertar e quase memorizar cada detalhe daquilo que me pareceu ser mais que real.
Olhar ao redor e ver a escuridão que ainda não faz sentido nenhum.
Sorrir com o canto dos lábios por lembrar do passado que é lindo e que me faz sentir um tanto melhor.
5:30 - despertador toca o som que me faz reviver. O som que tocava quando era aquele interurbano tão esperado e que hoje não acontece mais.
Lavar o rosto, escovar os dentes, olhar na janela o sol que nasce e viver o hoje.
O que passou não volta mais. O sonho ficou guardado, na gaveta de planos que não foram concretos.
Hora de começar um novo dia... uma nova era, como dizia aquele que me fez acreditar que cada dia pode ser o último, cada dia é uma nova era.
E que assim seja.
Boa era a todos.
Aos girassóis, às margaridas, aos lírios e às flores de pelúcia que, como o tal do amor, não morrem jamais.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

"...como uma idéia que existe na cabeça..."

E lá vem aquele medo de novo.
Aquele que trava tudo por aqui, que me faz tremer as pernas.
Não, não sei ser diferente e ponto. Eu me entrego e ponto. Eu não penso e ponto.
É meu jeito, desde que me conheço por gente, sou assim.
Algumas pauladas me fizeram ter mais cautela, fato. Mas, ao me sentir segura com tudo, eu me jogo, sem receios, sem pré-ocupações na mente.
E vai dando aquela fisgadinha aqui dentro, aquela coisa de pensar 'de novo, meu?'.
Eu tento não pensar, eu tento me segurar, eu tento. Mas sou fraca demais para tanto.
E no meio do turbilhão de coisas que venho vivendo ultimamente a areia movediça seria a salvação.

sábado, 26 de julho de 2008

...

Dentro do misto de preocupações que trago agora, é bom saber que está aí.
Só isso.
Saber que se importa.
O medo vai passar, eu sei.
Talvez ele passe junto com a dor.
Pode parecer tolo, mas ainda me dói.
E uma hora vai passar.
E eu estarei disposta a te receber do jeito que vier.
Independente desse jeito ser o jeito que eu tanto quis ou ser o jeito de flor que você surgiu, daquela vez, me dando bom dia.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Cabeça rodando.
Ela nem me olha nos olhos.
Ele resolveu voltar a falar comigo.
Ela chora enquanto cozinha, enquanto corta a melancia, enquanto ouve minha voz.
Ele pergunta como foi meu dia, se estou cansada.

A pequena me olha com olhar de reprovação.
O maior ainda não entende o que está acontecendo.

Eu mato e morro por eles.
Penso, novamente, em ir embora. Pra aliviar a dor deles, mesmo que a minha aumente.

Saudade da leveza dos dias de sol.

terça-feira, 22 de julho de 2008


Seguro, seguro.
Entro dentro de mim e não quero sair.
Eis que você me puxa pelas mãos, acaricia meus cabelos e me olha daquele jeito que me faz sorrir com o canto dos lábios.
Eis que vou me desprendendo do que não é mais meu e caminho em sua direção.
As palavras são vãs.
Aqui dentro, vai brotando um girassol.

domingo, 20 de julho de 2008

Out. Ouch!

Falei. Assim, na cara deles, sem pensar muito, porque se pensasse, não sairia nada.
Cara de decepção de um lado, gritos de 'você não é isso' do outro. E meu rosto inundando das lágrimas que esperava não saírem.
Aconteceu, foi, fiz certo.
Me sinto mais leve, mas me dói. Assim como muitas outras coisas têm me doído ultimamente.
Inferno astral começou um tanto antes, dessa vez.

...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Perdi

Perdi os escudos.
Perdi as armas.
Não me defendo e nem ataco.
Deixo ser.
E que seja, então!

sábado, 12 de julho de 2008

.vamos ver o pôr do sol.

Topo!
E foi assim. O sol se pôs tantas e tantas vezes em meio a risos e vinhos e gargalhadas e suor... O sol se pôs na praça, passou por entre frestas de janelas, entrou por dentro de mim e ficou ali, repousando no bom momento.

As coisas são engraçadas. A vida é engraçada. Eu não esperava que fosse acontecer e 'puf'! Lá estava eu ganhando sorrisos e carinhos. Em sextas, sábados, domingos, saídas do trabalho, almoços.
Tudo tem se acertado no seu devido lugar. Tudo tem se feito bonito e nem preciso de muitas palavras pra dizer o quão bonito.
Medos estão aí o tempo todo. O medo de atravessar a rua, o medo de mandar uma mensagem o medo de não ser correspondido, o medo de machucar e não saber consertar.
Mas eu me entrego, eu me jogo, eu bato cabelo e sigo. Porque é assim que tem que ser, apesar de toda a insegurança.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

amor = demência

Então, é isso.
O amor que eu trago aqui dentro foi transformado em demência mental.


Se é assim que você prefere acreditar, se isso te faz melhor, achando que não me fez mal porque não é amor, continue acreditando nisso. Porque eu quero seu bem maior. E se pensar assim te faz melhor, seja feliz assim mesmo.




Eu disse 'eu te amo' e não foi carência.
Eu ouvi 'eu te amo' e não achei que fosse só pra me agradar.


But... life goes on...

sábado, 5 de julho de 2008

e é tanta dor...

... que não tem mais por onde sair.
Os gritos abafaram, as lágrimas secaram.

E eu tento, juro que tento me livrar dessa dor. E por um, dois, três dias, ela dá uma sumidinha. Mas ela volta, sempre volta.
E eu já não sei mais o que fazer...







































[e eu que pensei que você tinha se feito minha]